Henry pensava no balão gigante todos os dias. Quando o vira pela primeira vez, aquilo logo lhe chamou a atenção. Será que tinha o mesmo gosto que seu avô?
Alguns dias se passaram, e a vida na propriedade de Ludovico era calma para o velho, e chata para os seus netos. Apenas Sophia conseguia se distrair, lendo alguns livros que trouxera de casa. Henry e Liliana tentavam brincar, mas seu avô não permitia que corressem pela casa ou fizessem bagunças.
- Sabe o que devíamos fazer? – perguntou Henry. – Devíamos viajar a bordo desse balão. Conhecer o mundo todo. O que me diz?
- Não acho uma boa idéia, Henry. Não quero zangar o vovô. – respondeu Liliana.
- Não vamos zangar ninguém. Venha, vamos encontrar o tal livro de balonismo dele.
Henry e Liliana vasculharam a biblioteca de seu avô. Nela havia livros dos mais diferentes lugares, diferentes línguas e gêneros. Sophia, que estava em seu quarto, ouvira o barulho e foi até o cômodo checar o que estava acontecendo.
- O que vocês dois estão fazendo na biblioteca? Não é o melhor lugar para brincadeiras… – disse a irmã mais velha.
- Não estamos brincando. Quero achar o livro de balonismo do vovô.
- Mas por que? Não vá me dizer que pretendes viajar naquele balão?
- Claro que sim! É a única coisa boa que tem para se fazer aqui, Sophia.
- Mas Henry, o vovô pediu para ficar-mos longe daquele balão…
- Vocês vem comigo ou vão me deixar ir sozinho? Olha que mesmo tendo apenas treze anos, eu vou!
- Ai, vamos encontrar logo esse livro para ver se você esquece um pouco…
Os três irmãos se puseram a procurar o tal livro de balonismo. Sophia se encantou com o acervo que seu avô tinha e ela nem conhecia. Havia clássicos da literatura internacional, de grandes romances a emocionantes aventuras e jornadas heróicas.
Liliana também se empolgou. Apesar de serem livros antigos, o que lhe chamava a atenção era a arte, as ilustrações e as belas capas de cada publicação. Dentre outros livros, numa prateleira, um deles gritava aos seus olhos. Era um livro de capa dourada, toda trabalhada, que mesmo na sombria biblioteca, brilhava divinamente.
- Henry, será que é aquele livro? – perguntou a caçula.
- Veja se é ele, oras… – disse Henry.
Liliana foi até o livro, mas a medida que se aproximava dele, sentia um aperto em seu coração, uma sensação esquisita, como se algo dissesse para não chegar perto.
Mas a menina tinha uma força de vontade tão grande quanto a de seu irmão, e foi se aproximando do livro. Ao tocar nele, quase sentiu uma tontura. O livro era pesado e aparentemente, muito nobre. Liliana passou trabalho para segurar o livro, que tinha muitas páginas e uma capa grossa.
A menina levou o livro até a mesa mais próxima e examinou sua capa. Nela, havia apenas escrita a palavra “Atlas”, em letras trabalhadas e aparentemente manuscritas.
- Henry, o que é “Atlas”?
- Atlas é um livro de mapas, de vários lugares do mundo. – respondeu Sophia.
- Olhem esse aqui! É muito bonito! – disse a caçula.
- Isso é bom! Guarde esse livro por que, se vamos dar uma volta ao mundo, precisamos de um atlas. – disse Henry. – agora continuem a procurar o livro de balonismo.
Sophie deixou o livro sobre a mesa e voltou às prateleiras. Porém, agora, o livro parecia chama-la. Toda vez que olhava para ele, sentia vontade de toca-lo, viajar por suas páginas. Mas tinha que encontrar o livro para seu irmão. Isso era o mais importante naquela hora.
- Achei! – gritou Sophia. – É esse livro?
- É esse sim! – disse Henry, logo indo pegar o livro que trazia a imagem de um balão semelhante ao de seu avô na capa. – Agora vou ler tudo para poder viajar! Vai ser uma grande aventura! preparem-se, minhas companheiras!
Henry logo saiu da biblioteca e foi correndo para seu quarto, levando o livro consigo. Sophia também escolhera um romance que lhe interessou, disse umas duas palavras à Liliana e também foi ao seu quarto para ler.
Apenas a caçula ficara na biblioteca, e mesmo que houvessem dezenas, talvez centenas de livros ali, parecia haver apenas um, o tal “Atlas”.
O livro dourado e imponente atraia seus olhos. Liliana quis aproximar-se dele novamente. Quando estava prestes a toca-lo…
Continua…
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4.8.10
24.6.10
A Volta ao Mundo em Atlas, parte 03
Por
Felipe Zahtariam
- Vovô! – gritou Liliana, correndo na direção de seu avô.
- Quem é você? – perguntou o velho, ainda bravo com os possíveis “invasores”.
- Sou eu, vovô, a Liliana! – disse a menina.
- Vovô, não se lembra de nós? – perguntou Sophia.
- Ah, você é a Liliana? Da última vez que te vi, eras um bebê. – disse Ludovico. – E vocês dois eram pequenas crianças.
- É, nós crescemos… – disse Sophia.
Henry não deu muita atenção ao velho. Estava mais interessado em subir no balão.
- Ei garoto! O que fazes aí? Saia já daí! – disse Ludovico, indo na direção de Henry.
- Calma, vovô. O Henry só gostou do seu balão. – disse Sophia, tentanto protejer o menino.
- Pois bem. Não quero saber de vocês aprontando cm meu balão! Nem você, Henry. Fiquemj sabendo que levei muito tempo para construí-lo e se fizerem algo com ele. mando vocês de volta para sua mãe.
- Esrá bem, vovô. Prometemos que não faremos nada com seu balão, não é, Henry? – disse Liliana.
- Esta bem… – disse o menino, em tom de decepção.
O velho levou as crianças para dentro da casa. Era um casarão antigo e cinzento. Subiram as escadas, cujos degrais rangiam de velhice. No andar de cima, Ludovico mostrou a seus netos em que quartos ficariam. Sophie e Liliana ficaram com um quarto de duas camas e um guarda-roupa antigo. A Henry restou um quarto pequeno, com apenas uma cama e um baú. Mas para o garoto, estava perfeito, pois a única janela do quarto mostrava extamente a vista do balão, imponente no meio do jardim.
Henry desfez suas malas, guardando seus pertences no baú, mas não parava de olhar para o balão. Aquela obra colorida, realmente chamava a atenção em meio ao cenário monocromático e triste da propriedade.
Mais tarde, Sophie e Liliana entraram no quarto para ver se o garoto já estava bem instalado.
- Você não esquece esse balão, não é mesmo? – perguntou Sophia.
- Não. Algo me diz que um dia voarei dentro dele. Só espero que esse dia não demore muito para chegar.
- Mas Henry, o vovô pediu para termos cuidado com o balão. – disse Liliana, preocupada.
- Não se preocupe. Eu cuidarei desse balão.
Ao anoitecer, Ludovico gritou pelos três netos, pois estava na hora do jantar. Ao descerem a velha escadaria, sentiram cheiro da comida que o velho preparára. Era uma espécie de sopa. Não muito apetitosa…
Henry viu aquilo em seu prato e realmente se arrependeu de ter ido passar as férias ali. Era uma sopa meio gosmenta e numa cor um tanto… Não poderei descrever de tão estranha que era.
Sophia tentava agradar seu avô, elogiando a sopa, enquanto Liliana simplesmente tentava comer.
- É bom gostarem disso, pois é isso que comeram nas próximas semanas de férias. – disse Ludovico, sem nem tirar os olhos do prato.
- É bom, vovô… – disse Sophie, tentanto elogiá-lo.
Após o jantar, os netos subiram até o quarto das meninas.
- Sophia, como você conseguiu comer aquilo? – perguntou Henry.
- Ah, meu irmão, você tem que aprender a ser mais discreto. Veja Liliana, ela não reclamou de nada.
- Só por que o vovô estava olhando… – disse a irmã caçula.
Ah, não importa. – disse Sophia. – Sabem de uma coisa? Acho que já está na hora de dormirmos. Aconteceu muita coisa hoje. Boa noite, irmãos.
Sophia foi para sua cama, Liliana também. Henry foi para seu quarto. Ao deitar-se, não conseguia dormir. Pensava, pensava e pensava tanto que seus olhos não se fechavam por mais de 2 minutos.
Levantou-se, foi para a janela, abriu as cortinas e lá estava o balão, perdido, no meio da noite escura.
- Ah… Um dia, eu e você voaremos por este céu e conheceremos muitos lugares novos…
Continua…
- Quem é você? – perguntou o velho, ainda bravo com os possíveis “invasores”.
- Sou eu, vovô, a Liliana! – disse a menina.
- Vovô, não se lembra de nós? – perguntou Sophia.
- Ah, você é a Liliana? Da última vez que te vi, eras um bebê. – disse Ludovico. – E vocês dois eram pequenas crianças.
- É, nós crescemos… – disse Sophia.
Henry não deu muita atenção ao velho. Estava mais interessado em subir no balão.
- Ei garoto! O que fazes aí? Saia já daí! – disse Ludovico, indo na direção de Henry.
- Calma, vovô. O Henry só gostou do seu balão. – disse Sophia, tentanto protejer o menino.
- Pois bem. Não quero saber de vocês aprontando cm meu balão! Nem você, Henry. Fiquemj sabendo que levei muito tempo para construí-lo e se fizerem algo com ele. mando vocês de volta para sua mãe.
- Esrá bem, vovô. Prometemos que não faremos nada com seu balão, não é, Henry? – disse Liliana.
- Esta bem… – disse o menino, em tom de decepção.
O velho levou as crianças para dentro da casa. Era um casarão antigo e cinzento. Subiram as escadas, cujos degrais rangiam de velhice. No andar de cima, Ludovico mostrou a seus netos em que quartos ficariam. Sophie e Liliana ficaram com um quarto de duas camas e um guarda-roupa antigo. A Henry restou um quarto pequeno, com apenas uma cama e um baú. Mas para o garoto, estava perfeito, pois a única janela do quarto mostrava extamente a vista do balão, imponente no meio do jardim.
Henry desfez suas malas, guardando seus pertences no baú, mas não parava de olhar para o balão. Aquela obra colorida, realmente chamava a atenção em meio ao cenário monocromático e triste da propriedade.
Mais tarde, Sophie e Liliana entraram no quarto para ver se o garoto já estava bem instalado.
- Você não esquece esse balão, não é mesmo? – perguntou Sophia.
- Não. Algo me diz que um dia voarei dentro dele. Só espero que esse dia não demore muito para chegar.
- Mas Henry, o vovô pediu para termos cuidado com o balão. – disse Liliana, preocupada.
- Não se preocupe. Eu cuidarei desse balão.
Ao anoitecer, Ludovico gritou pelos três netos, pois estava na hora do jantar. Ao descerem a velha escadaria, sentiram cheiro da comida que o velho preparára. Era uma espécie de sopa. Não muito apetitosa…
Henry viu aquilo em seu prato e realmente se arrependeu de ter ido passar as férias ali. Era uma sopa meio gosmenta e numa cor um tanto… Não poderei descrever de tão estranha que era.
Sophia tentava agradar seu avô, elogiando a sopa, enquanto Liliana simplesmente tentava comer.
- É bom gostarem disso, pois é isso que comeram nas próximas semanas de férias. – disse Ludovico, sem nem tirar os olhos do prato.
- É bom, vovô… – disse Sophie, tentanto elogiá-lo.
Após o jantar, os netos subiram até o quarto das meninas.
- Sophia, como você conseguiu comer aquilo? – perguntou Henry.
- Ah, meu irmão, você tem que aprender a ser mais discreto. Veja Liliana, ela não reclamou de nada.
- Só por que o vovô estava olhando… – disse a irmã caçula.
Ah, não importa. – disse Sophia. – Sabem de uma coisa? Acho que já está na hora de dormirmos. Aconteceu muita coisa hoje. Boa noite, irmãos.
Sophia foi para sua cama, Liliana também. Henry foi para seu quarto. Ao deitar-se, não conseguia dormir. Pensava, pensava e pensava tanto que seus olhos não se fechavam por mais de 2 minutos.
Levantou-se, foi para a janela, abriu as cortinas e lá estava o balão, perdido, no meio da noite escura.
- Ah… Um dia, eu e você voaremos por este céu e conheceremos muitos lugares novos…
Continua…
6.6.10
A Volta ao Mundo em Atlas, parte 02
Por
Felipe Zahtariam
Umas semanas após receber a carta de Beatriz, Ludovica se preparava para receber seus três netos. Na casa não havia empregado algum, por isso o velho teve de arrumar tudo sozinho, o que o irritara bastante, já que queria construir seu balão.
Finalmente a três crianças chegaram. Vieram com a ajuda de um carroceiro que morava por ali perto. Eram eles Sophia, de 16, Henry, de 13, e Liliana, de 10 anos. Eles vinham observando a beleza da paisagem. Uma grande floresta cercava a propriedade de Ludovico, dando um ar misterioso e fantástico ao lugar.
- Sophia, já estamos chegando? – perguntou “Lili”.
- Acho que sim. Já faz dez anos que não venho aqui… Mas sabe de uma coisa? Acho que nada mudou.
O carroceiro parou diante dos portões da propriedade, enferrujados e com plantas combrindo-o.
- É aqui que ficam. Boa sorte com o velho Ludovico! – disse o carroceiro, num tom de preocupação. Fez meia volta com o cavalo e voltou pelo mesmo caminho.
- É aqui? Não lembro de nada. – disse Henry, que visitára a casa pela última vez aos 3 anos.
- Vamos entrando? – disse Sophia, empurrando um dos portões, que rangia muito, apesar de não se mexer.
As três crinças ficaram paradas diante do portão, sem ter muito o que fazer. Quando Henry teve uma idéia.
- Já sei! Olhem como aquela parte do muro é baixa! Vamos pular!
- Calma Henry. Lembre-se que mamãe pediu para você não aprontar aqui na casa do nosso avô. – disse Sophia.
- Você pensa que manda em mim, mas não é minha mãe! – reclamou Henry, indo na direção do muro.
- Henry! Pare com isso ou o vovô não vai gostar! – disse Liliana.
- Ele já não gosta de nós, esqueceu? – respondeu o garoto, já sobre o muro.
Restaram às suas duas irmãs segui-lo, entrando na propriedade da pior maneira.
- Isso é invasão. Vamos voltar e esperar no portão. – disse Sophie.
- É a casa do nosso avô. Estamos em família! – disse Henry, que já saiu correndo pelo jardim.
- Me espere! – disse Liliana, já saindo correndo atrás de seu irmão.
Sophie ficou para traz, carregando as sacolas e malas dos três, andando calmamente.
Os dois mais novos correram até cansar, quando Lili se deparou com algo muito grande que havia atráz da casa – o balão.
- Henry, olhe isso! – disse ela, apontando para a “coisa” colorida.
- Sophie, venha ver isso! – disse Henry, chamando sua irmã.
Sophie foi até onde seus irmãos a chamavam, e também levou um susto com a figura que ali estava. O balão, grande, redondo e colorido, constratava com tudo ao seu redor – portões enferrujados, jardim mal cuidado e uma casa velha e cinzenta.
- Será que isso é do vovô? – perguntou Lili.
- O que vocês querem aqui, seus moleques? – disse uma voz rouca e irritada.
Continua...
Finalmente a três crianças chegaram. Vieram com a ajuda de um carroceiro que morava por ali perto. Eram eles Sophia, de 16, Henry, de 13, e Liliana, de 10 anos. Eles vinham observando a beleza da paisagem. Uma grande floresta cercava a propriedade de Ludovico, dando um ar misterioso e fantástico ao lugar.
- Sophia, já estamos chegando? – perguntou “Lili”.
- Acho que sim. Já faz dez anos que não venho aqui… Mas sabe de uma coisa? Acho que nada mudou.
O carroceiro parou diante dos portões da propriedade, enferrujados e com plantas combrindo-o.
- É aqui que ficam. Boa sorte com o velho Ludovico! – disse o carroceiro, num tom de preocupação. Fez meia volta com o cavalo e voltou pelo mesmo caminho.
- É aqui? Não lembro de nada. – disse Henry, que visitára a casa pela última vez aos 3 anos.
- Vamos entrando? – disse Sophia, empurrando um dos portões, que rangia muito, apesar de não se mexer.
As três crinças ficaram paradas diante do portão, sem ter muito o que fazer. Quando Henry teve uma idéia.
- Já sei! Olhem como aquela parte do muro é baixa! Vamos pular!
- Calma Henry. Lembre-se que mamãe pediu para você não aprontar aqui na casa do nosso avô. – disse Sophia.
- Você pensa que manda em mim, mas não é minha mãe! – reclamou Henry, indo na direção do muro.
- Henry! Pare com isso ou o vovô não vai gostar! – disse Liliana.
- Ele já não gosta de nós, esqueceu? – respondeu o garoto, já sobre o muro.
Restaram às suas duas irmãs segui-lo, entrando na propriedade da pior maneira.
- Isso é invasão. Vamos voltar e esperar no portão. – disse Sophie.
- É a casa do nosso avô. Estamos em família! – disse Henry, que já saiu correndo pelo jardim.
- Me espere! – disse Liliana, já saindo correndo atrás de seu irmão.
Sophie ficou para traz, carregando as sacolas e malas dos três, andando calmamente.
Os dois mais novos correram até cansar, quando Lili se deparou com algo muito grande que havia atráz da casa – o balão.
- Henry, olhe isso! – disse ela, apontando para a “coisa” colorida.
- Sophie, venha ver isso! – disse Henry, chamando sua irmã.
Sophie foi até onde seus irmãos a chamavam, e também levou um susto com a figura que ali estava. O balão, grande, redondo e colorido, constratava com tudo ao seu redor – portões enferrujados, jardim mal cuidado e uma casa velha e cinzenta.
- Será que isso é do vovô? – perguntou Lili.
- O que vocês querem aqui, seus moleques? – disse uma voz rouca e irritada.
Continua...
8.4.10
A Volta ao Mundo em Atlas, parte 01
Por
Felipe Zahtariam
Era uma vez um senhor chamado Ludovico, um velho viúvo solitário e rabujento. Sua única companhia eram as lembranças de seu passado. Sua família não era muito grande, e vivia distante dele. Realmente, Ludovico era uma pessoa de mal com o mundo.
Certa vez, arrumando algumas bugigangas antigas deixadas por sua falecida exposa, o velho encontrou um livro, ainda embrulhado em papel de presente, onde estava escrito: “De Estela, para Ludovico”. Estela era o nome de sua mulher, e aquele era um presente que ela iria dar-lhe na época em que adoeceu, antes de falecer.
Ludovico abriu o embrulho e teve o livro em suas mãos. Não era muito novo e muito menos com cheiro de recém comprado. Suas páginas já apresentavam um tom amarelado. Ludovico soprou a capa, onde se lia o nome da obra: “Seja Feliz! Conheça o Mundo em um Balão!”.
Desde jovem Ludovico adorava balonismo, a prática de se voar em grandiosos e coloridos balões. Estela iria dar-lhe um livro que ensinaria a construir um grande balão para uma grande viagem.
Isso realmente entusiasmou o velho, que reuniu materiais e começou a contruir seu engenhoso balão, seguindo os passos do livro. Era começo do verão, e como sua casa era grande e o terreno, espaçoso e longe da cidade, Ludovico teve toda a tranquilidade do mundo para construir. Até certo ponto.
Certo dia, sua filha Beatriz, lhe manda uma carta, contando que seus três filhos estão para chegar em sua propriedade, para passarem as férias. E que como ele era seu pai e avô das crianças, entenderia.
Ludovico relamente não gostou muito da idéia de receber seus netos, talvez por que a última vez que os viu, o mais novo dos três era um bebê. Além disso, eles poderiam arruinar seus planos de uma grande viajem de balão.
Continua...
Certa vez, arrumando algumas bugigangas antigas deixadas por sua falecida exposa, o velho encontrou um livro, ainda embrulhado em papel de presente, onde estava escrito: “De Estela, para Ludovico”. Estela era o nome de sua mulher, e aquele era um presente que ela iria dar-lhe na época em que adoeceu, antes de falecer.
Ludovico abriu o embrulho e teve o livro em suas mãos. Não era muito novo e muito menos com cheiro de recém comprado. Suas páginas já apresentavam um tom amarelado. Ludovico soprou a capa, onde se lia o nome da obra: “Seja Feliz! Conheça o Mundo em um Balão!”.
Desde jovem Ludovico adorava balonismo, a prática de se voar em grandiosos e coloridos balões. Estela iria dar-lhe um livro que ensinaria a construir um grande balão para uma grande viagem.
Isso realmente entusiasmou o velho, que reuniu materiais e começou a contruir seu engenhoso balão, seguindo os passos do livro. Era começo do verão, e como sua casa era grande e o terreno, espaçoso e longe da cidade, Ludovico teve toda a tranquilidade do mundo para construir. Até certo ponto.
Certo dia, sua filha Beatriz, lhe manda uma carta, contando que seus três filhos estão para chegar em sua propriedade, para passarem as férias. E que como ele era seu pai e avô das crianças, entenderia.
Ludovico relamente não gostou muito da idéia de receber seus netos, talvez por que a última vez que os viu, o mais novo dos três era um bebê. Além disso, eles poderiam arruinar seus planos de uma grande viajem de balão.
Continua...
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