Me encontro onde os mortos repousam, onde vejo pessoas sofridas molharem as lápides com as lágrimas de suas saudades. Frias, imponentes e gélidas, as lápides estão fincadas no terreno, surgindo da terra como galhos secos sinalizando que sua vida terrena se esvaiu.
Foi quando uma criança, segurando uma rosa amarela resém arrancada, senta e olha para lápide de sua mãe como quem olha para um passado infinito.
Eu observava de longe, lembrando da foto fixada na lápide, de uma mulher maltratada, velha e cansada da vida. Vejo a mesma mulher jovem, feliz, uma mulher que encontrou no espelho da morte seu rosto perdido em vida.
Choro. Em seguida enxugo as lágrimas rapidamente, tempo suficiente para que mãe e filha desapareçam. Só a lápide estava lá, como um Guarda Roupa Alemão me chamando, parecendo guardar um segredo. Quando fico cara a cara com a pedra esculpida percebo, como dois personagens de uma história, uma cruz e uma estrela datando datas trocadas ao meu ponto de vista.
A cruz, deveria representar o nascimento daquela mãe, sofrida e acabada como tantos crucificados. E a estrela com suas cinco pontas irradiadoras de luz, representaria sua morte, momento de eterno alívio e repouso.
Até hoje não sei se a cena que vi foi real ou não, só sei que vejo, a cada chuva, as gotas darem vida à rosa amarela enraizada ao lado da lápide de uma mulher que conquistou a felicidade.
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24.7.10
17.6.10
Tatuagem
Por
Laura
Caminho com dificuldade, admito, e essa admição que me iluminou. Mãos estranhas me puxam, e meus passos percorrem um zigue-zague. Desvios que meu cérebro não entende e meus pés obedecem.
Então olhos fechados me observam, escuros me cegam, e posso sentir a luz fria soprando em meu rosto.
As mesmas mãos estranhas me sobem, puxando-me pelos pulsos vermelhos, vermelhos do sangue que conta uma história de maravilhas.
Me apego pois é quente e confortável, mas o gelo queima no abandono e meus lábios racham e se abrem no grito negro que rompe minhas bochechas e artérias sob o meu pescoço.
Mas quando penso que acabou, encontro um rosto conhecido, que mudou com um inozado sorriso. Conhecido no meu espelho passado que me mostrava o presente. O de estar viva.
Aí o estalo, e reconheço uma daquelas que me puxava, me queimando confortavelmente. Opaca e intensamente me segando para mais uma vez tatear a tatuagem de sua pele repuxada e ruborizada.
Então olhos fechados me observam, escuros me cegam, e posso sentir a luz fria soprando em meu rosto.
As mesmas mãos estranhas me sobem, puxando-me pelos pulsos vermelhos, vermelhos do sangue que conta uma história de maravilhas.
Me apego pois é quente e confortável, mas o gelo queima no abandono e meus lábios racham e se abrem no grito negro que rompe minhas bochechas e artérias sob o meu pescoço.
Mas quando penso que acabou, encontro um rosto conhecido, que mudou com um inozado sorriso. Conhecido no meu espelho passado que me mostrava o presente. O de estar viva.
Aí o estalo, e reconheço uma daquelas que me puxava, me queimando confortavelmente. Opaca e intensamente me segando para mais uma vez tatear a tatuagem de sua pele repuxada e ruborizada.
31.3.10
Esquilo
Por
Laura
Felicidade, vamos caçá-la
Bem vindo à floresta
Mire sua arma
Sorte é o que te resta
Se n tem estômago fique com fome
Pra ver o que acontece
Ele te come
Apodrece
O que te salva é sentir
O que te condena é saber
Quem sabe dormindo
Saia desse sonho
E acordando tenha a caça aos seus pés
(uma frase eu usei da música Wellcome to the jungle - Guns n' Roses)
Bem vindo à floresta
Mire sua arma
Sorte é o que te resta
Se n tem estômago fique com fome
Pra ver o que acontece
Ele te come
Apodrece
O que te salva é sentir
O que te condena é saber
Quem sabe dormindo
Saia desse sonho
E acordando tenha a caça aos seus pés
(uma frase eu usei da música Wellcome to the jungle - Guns n' Roses)
14.3.10
Atriz
Por
Laura
É uma peça
e você não é o diretor
não importa o que aconteça
não vão te aliviar a dor
Se você é decente
ou nem mesmo por você
quem sabe por seus pais
se você não mente
não importa mais
Pois já escreveram
que ato você tem que sorrir
já te meteram
te forçaram a ter que sentir
Mas não sei também
não conheco o autor
não sinto ninguém, ou amor
nem uma página
apenas dor
e você não é o diretor
não importa o que aconteça
não vão te aliviar a dor
Se você é decente
ou nem mesmo por você
quem sabe por seus pais
se você não mente
não importa mais
Pois já escreveram
que ato você tem que sorrir
já te meteram
te forçaram a ter que sentir
Mas não sei também
não conheco o autor
não sinto ninguém, ou amor
nem uma página
apenas dor
4.3.10
Meu corpo de Cobre
Por
Laura
Corte
Não pode fazer nada
Não se importa
Na realidade até gosta
Aprecio a cena que para
Tapa na cara
Ter o poder,
a fama,
isso importa na hora de armar o circo
Mais sinto a pancada
A dor no pico
O sonho na cama
O sonho na lama
Sangra
Abre
o espaço pra tentar me sentir segura
Cobre
Meu corpo
meu corpo
de cobre
Que jaz
Morto
Não pode fazer nada
Não se importa
Na realidade até gosta
Aprecio a cena que para
Tapa na cara
Ter o poder,
a fama,
isso importa na hora de armar o circo
Mais sinto a pancada
A dor no pico
O sonho na cama
O sonho na lama
Sangra
Abre
o espaço pra tentar me sentir segura
Cobre
Meu corpo
meu corpo
de cobre
Que jaz
Morto
22.2.10
Sensação
Por
Laura
Como caloura, vou começar com um pequeno.
Escrevi quando me apaixonei pelo teatro:
O corpo não é mais osso, é a sustentação do amor.
Não é mais nervos, é a ligação da alma com a arte.
Não é músculo, é a força da vontade de fazer o que ama.
E não é mais pele, é o puro arrepio do sentir dos sentidos.
Obrigada pelo convite!(vou me esforçar p atingir o nível do vrrt!)
Escrevi quando me apaixonei pelo teatro:
O corpo não é mais osso, é a sustentação do amor.
Não é mais nervos, é a ligação da alma com a arte.
Não é músculo, é a força da vontade de fazer o que ama.
E não é mais pele, é o puro arrepio do sentir dos sentidos.
Obrigada pelo convite!(vou me esforçar p atingir o nível do vrrt!)
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