Henry pensava no balão gigante todos os dias. Quando o vira pela primeira vez, aquilo logo lhe chamou a atenção. Será que tinha o mesmo gosto que seu avô?
Alguns dias se passaram, e a vida na propriedade de Ludovico era calma para o velho, e chata para os seus netos. Apenas Sophia conseguia se distrair, lendo alguns livros que trouxera de casa. Henry e Liliana tentavam brincar, mas seu avô não permitia que corressem pela casa ou fizessem bagunças.
- Sabe o que devíamos fazer? – perguntou Henry. – Devíamos viajar a bordo desse balão. Conhecer o mundo todo. O que me diz?
- Não acho uma boa idéia, Henry. Não quero zangar o vovô. – respondeu Liliana.
- Não vamos zangar ninguém. Venha, vamos encontrar o tal livro de balonismo dele.
Henry e Liliana vasculharam a biblioteca de seu avô. Nela havia livros dos mais diferentes lugares, diferentes línguas e gêneros. Sophia, que estava em seu quarto, ouvira o barulho e foi até o cômodo checar o que estava acontecendo.
- O que vocês dois estão fazendo na biblioteca? Não é o melhor lugar para brincadeiras… – disse a irmã mais velha.
- Não estamos brincando. Quero achar o livro de balonismo do vovô.
- Mas por que? Não vá me dizer que pretendes viajar naquele balão?
- Claro que sim! É a única coisa boa que tem para se fazer aqui, Sophia.
- Mas Henry, o vovô pediu para ficar-mos longe daquele balão…
- Vocês vem comigo ou vão me deixar ir sozinho? Olha que mesmo tendo apenas treze anos, eu vou!
- Ai, vamos encontrar logo esse livro para ver se você esquece um pouco…
Os três irmãos se puseram a procurar o tal livro de balonismo. Sophia se encantou com o acervo que seu avô tinha e ela nem conhecia. Havia clássicos da literatura internacional, de grandes romances a emocionantes aventuras e jornadas heróicas.
Liliana também se empolgou. Apesar de serem livros antigos, o que lhe chamava a atenção era a arte, as ilustrações e as belas capas de cada publicação. Dentre outros livros, numa prateleira, um deles gritava aos seus olhos. Era um livro de capa dourada, toda trabalhada, que mesmo na sombria biblioteca, brilhava divinamente.
- Henry, será que é aquele livro? – perguntou a caçula.
- Veja se é ele, oras… – disse Henry.
Liliana foi até o livro, mas a medida que se aproximava dele, sentia um aperto em seu coração, uma sensação esquisita, como se algo dissesse para não chegar perto.
Mas a menina tinha uma força de vontade tão grande quanto a de seu irmão, e foi se aproximando do livro. Ao tocar nele, quase sentiu uma tontura. O livro era pesado e aparentemente, muito nobre. Liliana passou trabalho para segurar o livro, que tinha muitas páginas e uma capa grossa.
A menina levou o livro até a mesa mais próxima e examinou sua capa. Nela, havia apenas escrita a palavra “Atlas”, em letras trabalhadas e aparentemente manuscritas.
- Henry, o que é “Atlas”?
- Atlas é um livro de mapas, de vários lugares do mundo. – respondeu Sophia.
- Olhem esse aqui! É muito bonito! – disse a caçula.
- Isso é bom! Guarde esse livro por que, se vamos dar uma volta ao mundo, precisamos de um atlas. – disse Henry. – agora continuem a procurar o livro de balonismo.
Sophie deixou o livro sobre a mesa e voltou às prateleiras. Porém, agora, o livro parecia chama-la. Toda vez que olhava para ele, sentia vontade de toca-lo, viajar por suas páginas. Mas tinha que encontrar o livro para seu irmão. Isso era o mais importante naquela hora.
- Achei! – gritou Sophia. – É esse livro?
- É esse sim! – disse Henry, logo indo pegar o livro que trazia a imagem de um balão semelhante ao de seu avô na capa. – Agora vou ler tudo para poder viajar! Vai ser uma grande aventura! preparem-se, minhas companheiras!
Henry logo saiu da biblioteca e foi correndo para seu quarto, levando o livro consigo. Sophia também escolhera um romance que lhe interessou, disse umas duas palavras à Liliana e também foi ao seu quarto para ler.
Apenas a caçula ficara na biblioteca, e mesmo que houvessem dezenas, talvez centenas de livros ali, parecia haver apenas um, o tal “Atlas”.
O livro dourado e imponente atraia seus olhos. Liliana quis aproximar-se dele novamente. Quando estava prestes a toca-lo…
Continua…
Mostrando postagens com marcador Texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Texto. Mostrar todas as postagens
4.8.10
24.6.10
A Volta ao Mundo em Atlas, parte 03
Por
Felipe Zahtariam
- Vovô! – gritou Liliana, correndo na direção de seu avô.
- Quem é você? – perguntou o velho, ainda bravo com os possíveis “invasores”.
- Sou eu, vovô, a Liliana! – disse a menina.
- Vovô, não se lembra de nós? – perguntou Sophia.
- Ah, você é a Liliana? Da última vez que te vi, eras um bebê. – disse Ludovico. – E vocês dois eram pequenas crianças.
- É, nós crescemos… – disse Sophia.
Henry não deu muita atenção ao velho. Estava mais interessado em subir no balão.
- Ei garoto! O que fazes aí? Saia já daí! – disse Ludovico, indo na direção de Henry.
- Calma, vovô. O Henry só gostou do seu balão. – disse Sophia, tentanto protejer o menino.
- Pois bem. Não quero saber de vocês aprontando cm meu balão! Nem você, Henry. Fiquemj sabendo que levei muito tempo para construí-lo e se fizerem algo com ele. mando vocês de volta para sua mãe.
- Esrá bem, vovô. Prometemos que não faremos nada com seu balão, não é, Henry? – disse Liliana.
- Esta bem… – disse o menino, em tom de decepção.
O velho levou as crianças para dentro da casa. Era um casarão antigo e cinzento. Subiram as escadas, cujos degrais rangiam de velhice. No andar de cima, Ludovico mostrou a seus netos em que quartos ficariam. Sophie e Liliana ficaram com um quarto de duas camas e um guarda-roupa antigo. A Henry restou um quarto pequeno, com apenas uma cama e um baú. Mas para o garoto, estava perfeito, pois a única janela do quarto mostrava extamente a vista do balão, imponente no meio do jardim.
Henry desfez suas malas, guardando seus pertences no baú, mas não parava de olhar para o balão. Aquela obra colorida, realmente chamava a atenção em meio ao cenário monocromático e triste da propriedade.
Mais tarde, Sophie e Liliana entraram no quarto para ver se o garoto já estava bem instalado.
- Você não esquece esse balão, não é mesmo? – perguntou Sophia.
- Não. Algo me diz que um dia voarei dentro dele. Só espero que esse dia não demore muito para chegar.
- Mas Henry, o vovô pediu para termos cuidado com o balão. – disse Liliana, preocupada.
- Não se preocupe. Eu cuidarei desse balão.
Ao anoitecer, Ludovico gritou pelos três netos, pois estava na hora do jantar. Ao descerem a velha escadaria, sentiram cheiro da comida que o velho preparára. Era uma espécie de sopa. Não muito apetitosa…
Henry viu aquilo em seu prato e realmente se arrependeu de ter ido passar as férias ali. Era uma sopa meio gosmenta e numa cor um tanto… Não poderei descrever de tão estranha que era.
Sophia tentava agradar seu avô, elogiando a sopa, enquanto Liliana simplesmente tentava comer.
- É bom gostarem disso, pois é isso que comeram nas próximas semanas de férias. – disse Ludovico, sem nem tirar os olhos do prato.
- É bom, vovô… – disse Sophie, tentanto elogiá-lo.
Após o jantar, os netos subiram até o quarto das meninas.
- Sophia, como você conseguiu comer aquilo? – perguntou Henry.
- Ah, meu irmão, você tem que aprender a ser mais discreto. Veja Liliana, ela não reclamou de nada.
- Só por que o vovô estava olhando… – disse a irmã caçula.
Ah, não importa. – disse Sophia. – Sabem de uma coisa? Acho que já está na hora de dormirmos. Aconteceu muita coisa hoje. Boa noite, irmãos.
Sophia foi para sua cama, Liliana também. Henry foi para seu quarto. Ao deitar-se, não conseguia dormir. Pensava, pensava e pensava tanto que seus olhos não se fechavam por mais de 2 minutos.
Levantou-se, foi para a janela, abriu as cortinas e lá estava o balão, perdido, no meio da noite escura.
- Ah… Um dia, eu e você voaremos por este céu e conheceremos muitos lugares novos…
Continua…
- Quem é você? – perguntou o velho, ainda bravo com os possíveis “invasores”.
- Sou eu, vovô, a Liliana! – disse a menina.
- Vovô, não se lembra de nós? – perguntou Sophia.
- Ah, você é a Liliana? Da última vez que te vi, eras um bebê. – disse Ludovico. – E vocês dois eram pequenas crianças.
- É, nós crescemos… – disse Sophia.
Henry não deu muita atenção ao velho. Estava mais interessado em subir no balão.
- Ei garoto! O que fazes aí? Saia já daí! – disse Ludovico, indo na direção de Henry.
- Calma, vovô. O Henry só gostou do seu balão. – disse Sophia, tentanto protejer o menino.
- Pois bem. Não quero saber de vocês aprontando cm meu balão! Nem você, Henry. Fiquemj sabendo que levei muito tempo para construí-lo e se fizerem algo com ele. mando vocês de volta para sua mãe.
- Esrá bem, vovô. Prometemos que não faremos nada com seu balão, não é, Henry? – disse Liliana.
- Esta bem… – disse o menino, em tom de decepção.
O velho levou as crianças para dentro da casa. Era um casarão antigo e cinzento. Subiram as escadas, cujos degrais rangiam de velhice. No andar de cima, Ludovico mostrou a seus netos em que quartos ficariam. Sophie e Liliana ficaram com um quarto de duas camas e um guarda-roupa antigo. A Henry restou um quarto pequeno, com apenas uma cama e um baú. Mas para o garoto, estava perfeito, pois a única janela do quarto mostrava extamente a vista do balão, imponente no meio do jardim.
Henry desfez suas malas, guardando seus pertences no baú, mas não parava de olhar para o balão. Aquela obra colorida, realmente chamava a atenção em meio ao cenário monocromático e triste da propriedade.
Mais tarde, Sophie e Liliana entraram no quarto para ver se o garoto já estava bem instalado.
- Você não esquece esse balão, não é mesmo? – perguntou Sophia.
- Não. Algo me diz que um dia voarei dentro dele. Só espero que esse dia não demore muito para chegar.
- Mas Henry, o vovô pediu para termos cuidado com o balão. – disse Liliana, preocupada.
- Não se preocupe. Eu cuidarei desse balão.
Ao anoitecer, Ludovico gritou pelos três netos, pois estava na hora do jantar. Ao descerem a velha escadaria, sentiram cheiro da comida que o velho preparára. Era uma espécie de sopa. Não muito apetitosa…
Henry viu aquilo em seu prato e realmente se arrependeu de ter ido passar as férias ali. Era uma sopa meio gosmenta e numa cor um tanto… Não poderei descrever de tão estranha que era.
Sophia tentava agradar seu avô, elogiando a sopa, enquanto Liliana simplesmente tentava comer.
- É bom gostarem disso, pois é isso que comeram nas próximas semanas de férias. – disse Ludovico, sem nem tirar os olhos do prato.
- É bom, vovô… – disse Sophie, tentanto elogiá-lo.
Após o jantar, os netos subiram até o quarto das meninas.
- Sophia, como você conseguiu comer aquilo? – perguntou Henry.
- Ah, meu irmão, você tem que aprender a ser mais discreto. Veja Liliana, ela não reclamou de nada.
- Só por que o vovô estava olhando… – disse a irmã caçula.
Ah, não importa. – disse Sophia. – Sabem de uma coisa? Acho que já está na hora de dormirmos. Aconteceu muita coisa hoje. Boa noite, irmãos.
Sophia foi para sua cama, Liliana também. Henry foi para seu quarto. Ao deitar-se, não conseguia dormir. Pensava, pensava e pensava tanto que seus olhos não se fechavam por mais de 2 minutos.
Levantou-se, foi para a janela, abriu as cortinas e lá estava o balão, perdido, no meio da noite escura.
- Ah… Um dia, eu e você voaremos por este céu e conheceremos muitos lugares novos…
Continua…
Sempre Nunca
Por
Bianca Caroline Schweitzer
Nunca mais
Nunca mais
Nunca mais
Nunca mais
Nunca mais
E assim sempre será.
Sem mais erros para cometer e corações para destruir.
Sem lágrimas para perder e câmeras digitais para sorrir.
Sem mais dinheiro para ver, sem mais frio para sentir.
Nunca mais verá uma fila de fast food gigante
Ou dividirá um guarda-chuva rosa,
Nem passará por uma situação preocupante
Como bem uma preciosa.
Para um corpo precipitado,
O outro estagnado
Vai passar.
A areia soprar.
Vamos voar.
Seus corações não são de metal, seus idiotas.
Nunca mais
Nunca mais
Nunca mais
Nunca mais
E assim sempre será.
Sem mais erros para cometer e corações para destruir.
Sem lágrimas para perder e câmeras digitais para sorrir.
Sem mais dinheiro para ver, sem mais frio para sentir.
Nunca mais verá uma fila de fast food gigante
Ou dividirá um guarda-chuva rosa,
Nem passará por uma situação preocupante
Como bem uma preciosa.
Para um corpo precipitado,
O outro estagnado
Vai passar.
A areia soprar.
Vamos voar.
Seus corações não são de metal, seus idiotas.
17.6.10
Tatuagem
Por
Laura
Caminho com dificuldade, admito, e essa admição que me iluminou. Mãos estranhas me puxam, e meus passos percorrem um zigue-zague. Desvios que meu cérebro não entende e meus pés obedecem.
Então olhos fechados me observam, escuros me cegam, e posso sentir a luz fria soprando em meu rosto.
As mesmas mãos estranhas me sobem, puxando-me pelos pulsos vermelhos, vermelhos do sangue que conta uma história de maravilhas.
Me apego pois é quente e confortável, mas o gelo queima no abandono e meus lábios racham e se abrem no grito negro que rompe minhas bochechas e artérias sob o meu pescoço.
Mas quando penso que acabou, encontro um rosto conhecido, que mudou com um inozado sorriso. Conhecido no meu espelho passado que me mostrava o presente. O de estar viva.
Aí o estalo, e reconheço uma daquelas que me puxava, me queimando confortavelmente. Opaca e intensamente me segando para mais uma vez tatear a tatuagem de sua pele repuxada e ruborizada.
Então olhos fechados me observam, escuros me cegam, e posso sentir a luz fria soprando em meu rosto.
As mesmas mãos estranhas me sobem, puxando-me pelos pulsos vermelhos, vermelhos do sangue que conta uma história de maravilhas.
Me apego pois é quente e confortável, mas o gelo queima no abandono e meus lábios racham e se abrem no grito negro que rompe minhas bochechas e artérias sob o meu pescoço.
Mas quando penso que acabou, encontro um rosto conhecido, que mudou com um inozado sorriso. Conhecido no meu espelho passado que me mostrava o presente. O de estar viva.
Aí o estalo, e reconheço uma daquelas que me puxava, me queimando confortavelmente. Opaca e intensamente me segando para mais uma vez tatear a tatuagem de sua pele repuxada e ruborizada.
6.6.10
A Volta ao Mundo em Atlas, parte 02
Por
Felipe Zahtariam
Umas semanas após receber a carta de Beatriz, Ludovica se preparava para receber seus três netos. Na casa não havia empregado algum, por isso o velho teve de arrumar tudo sozinho, o que o irritara bastante, já que queria construir seu balão.
Finalmente a três crianças chegaram. Vieram com a ajuda de um carroceiro que morava por ali perto. Eram eles Sophia, de 16, Henry, de 13, e Liliana, de 10 anos. Eles vinham observando a beleza da paisagem. Uma grande floresta cercava a propriedade de Ludovico, dando um ar misterioso e fantástico ao lugar.
- Sophia, já estamos chegando? – perguntou “Lili”.
- Acho que sim. Já faz dez anos que não venho aqui… Mas sabe de uma coisa? Acho que nada mudou.
O carroceiro parou diante dos portões da propriedade, enferrujados e com plantas combrindo-o.
- É aqui que ficam. Boa sorte com o velho Ludovico! – disse o carroceiro, num tom de preocupação. Fez meia volta com o cavalo e voltou pelo mesmo caminho.
- É aqui? Não lembro de nada. – disse Henry, que visitára a casa pela última vez aos 3 anos.
- Vamos entrando? – disse Sophia, empurrando um dos portões, que rangia muito, apesar de não se mexer.
As três crinças ficaram paradas diante do portão, sem ter muito o que fazer. Quando Henry teve uma idéia.
- Já sei! Olhem como aquela parte do muro é baixa! Vamos pular!
- Calma Henry. Lembre-se que mamãe pediu para você não aprontar aqui na casa do nosso avô. – disse Sophia.
- Você pensa que manda em mim, mas não é minha mãe! – reclamou Henry, indo na direção do muro.
- Henry! Pare com isso ou o vovô não vai gostar! – disse Liliana.
- Ele já não gosta de nós, esqueceu? – respondeu o garoto, já sobre o muro.
Restaram às suas duas irmãs segui-lo, entrando na propriedade da pior maneira.
- Isso é invasão. Vamos voltar e esperar no portão. – disse Sophie.
- É a casa do nosso avô. Estamos em família! – disse Henry, que já saiu correndo pelo jardim.
- Me espere! – disse Liliana, já saindo correndo atrás de seu irmão.
Sophie ficou para traz, carregando as sacolas e malas dos três, andando calmamente.
Os dois mais novos correram até cansar, quando Lili se deparou com algo muito grande que havia atráz da casa – o balão.
- Henry, olhe isso! – disse ela, apontando para a “coisa” colorida.
- Sophie, venha ver isso! – disse Henry, chamando sua irmã.
Sophie foi até onde seus irmãos a chamavam, e também levou um susto com a figura que ali estava. O balão, grande, redondo e colorido, constratava com tudo ao seu redor – portões enferrujados, jardim mal cuidado e uma casa velha e cinzenta.
- Será que isso é do vovô? – perguntou Lili.
- O que vocês querem aqui, seus moleques? – disse uma voz rouca e irritada.
Continua...
Finalmente a três crianças chegaram. Vieram com a ajuda de um carroceiro que morava por ali perto. Eram eles Sophia, de 16, Henry, de 13, e Liliana, de 10 anos. Eles vinham observando a beleza da paisagem. Uma grande floresta cercava a propriedade de Ludovico, dando um ar misterioso e fantástico ao lugar.
- Sophia, já estamos chegando? – perguntou “Lili”.
- Acho que sim. Já faz dez anos que não venho aqui… Mas sabe de uma coisa? Acho que nada mudou.
O carroceiro parou diante dos portões da propriedade, enferrujados e com plantas combrindo-o.
- É aqui que ficam. Boa sorte com o velho Ludovico! – disse o carroceiro, num tom de preocupação. Fez meia volta com o cavalo e voltou pelo mesmo caminho.
- É aqui? Não lembro de nada. – disse Henry, que visitára a casa pela última vez aos 3 anos.
- Vamos entrando? – disse Sophia, empurrando um dos portões, que rangia muito, apesar de não se mexer.
As três crinças ficaram paradas diante do portão, sem ter muito o que fazer. Quando Henry teve uma idéia.
- Já sei! Olhem como aquela parte do muro é baixa! Vamos pular!
- Calma Henry. Lembre-se que mamãe pediu para você não aprontar aqui na casa do nosso avô. – disse Sophia.
- Você pensa que manda em mim, mas não é minha mãe! – reclamou Henry, indo na direção do muro.
- Henry! Pare com isso ou o vovô não vai gostar! – disse Liliana.
- Ele já não gosta de nós, esqueceu? – respondeu o garoto, já sobre o muro.
Restaram às suas duas irmãs segui-lo, entrando na propriedade da pior maneira.
- Isso é invasão. Vamos voltar e esperar no portão. – disse Sophie.
- É a casa do nosso avô. Estamos em família! – disse Henry, que já saiu correndo pelo jardim.
- Me espere! – disse Liliana, já saindo correndo atrás de seu irmão.
Sophie ficou para traz, carregando as sacolas e malas dos três, andando calmamente.
Os dois mais novos correram até cansar, quando Lili se deparou com algo muito grande que havia atráz da casa – o balão.
- Henry, olhe isso! – disse ela, apontando para a “coisa” colorida.
- Sophie, venha ver isso! – disse Henry, chamando sua irmã.
Sophie foi até onde seus irmãos a chamavam, e também levou um susto com a figura que ali estava. O balão, grande, redondo e colorido, constratava com tudo ao seu redor – portões enferrujados, jardim mal cuidado e uma casa velha e cinzenta.
- Será que isso é do vovô? – perguntou Lili.
- O que vocês querem aqui, seus moleques? – disse uma voz rouca e irritada.
Continua...
1.5.10
Merecimento
Por
Bianca Caroline Schweitzer
Aquele era um homem muito escroto e feio. Todo quase fim de tarde, quando nós dividimos o dia em dois turnos e achavamos que ainda era de dia, mas na verdade faltava só umas duas horas para anoitecer e nesse horário aquele homem ia até um bar cumprimentar a clientela tradicional, não dizendo que na verdade ele queria uma cerveja de "cortesia" dos amigos e da casa. E a casa também é amiga, ora essa.
Ninguém precisava dizer - apesar de aparecer uma ou outra piada sobre - que ele ia ali só para beber sem pagar. Talvez o tamanho da barriga dele pudesse se equivaler à sua dívida, fora as calorias que ele gastava para reclamar e coçar o saco.
Se alguém perguntar para aquele homem se ele tinha sonhos, ele diria que sim. Os mesmos sonhos que reclamava quando seus filhos tinham ou quando qualquer inseto tinha, então quando contava os deles, vinha piadas. Merecidas? Talvez. Ele queria algum cabelo e um quintal para cochilar, sem muito verde, pois cortar grama não era com ele. Não sonhava muito alto, assim ignorava a existência de um jardineiro e empregados, ignorava os serviços feitos por alguém para ele. Talvez também fosse incapaz de notar que a "gentileza" dos amigos não tinha aspas, talvez até ignorasse a sua felicidade de vez em quando, mas ele não acreditava nessa felicidade também. Ela devia ser extrema e tão imaginária, de contos de fadas...
Ele era muito escroto e dependente. Só era simpático quando algo lhe era conveniente e suas piadas quando passava a conta nunca tinham graça. Era um idiota de alma e não aceitava nenhum crítica sobre ele, pois ao contrário do que pode parecer, ele se enxergava muito bem. E nem gostava de conseguir isso e ainda ser idiota. Era só bom em pedir coisas para os outros, para que eles se tornassem pessoas amadas, dedicadas, bonitas, inteligentes e lhe pagassem uma cerveja ou que pelo mesmo não desistissem disso. Talvez ele fosse assim infeliz por alguém o desejar a mesma coisa, mas acabou por não conseguir. Só talvez. Afinal, talvez fossem todos que desejassem isso.
Todo dia ele ia beber numa roda de amigos e estranhos e não precisava ser bonito, inteligente, educado, divertido, trabalhador, criativo, crente ou sei lá para gostar daqueles momentos. Ele era burro e muito feliz. E escroto.
Ninguém precisava dizer - apesar de aparecer uma ou outra piada sobre - que ele ia ali só para beber sem pagar. Talvez o tamanho da barriga dele pudesse se equivaler à sua dívida, fora as calorias que ele gastava para reclamar e coçar o saco.
Se alguém perguntar para aquele homem se ele tinha sonhos, ele diria que sim. Os mesmos sonhos que reclamava quando seus filhos tinham ou quando qualquer inseto tinha, então quando contava os deles, vinha piadas. Merecidas? Talvez. Ele queria algum cabelo e um quintal para cochilar, sem muito verde, pois cortar grama não era com ele. Não sonhava muito alto, assim ignorava a existência de um jardineiro e empregados, ignorava os serviços feitos por alguém para ele. Talvez também fosse incapaz de notar que a "gentileza" dos amigos não tinha aspas, talvez até ignorasse a sua felicidade de vez em quando, mas ele não acreditava nessa felicidade também. Ela devia ser extrema e tão imaginária, de contos de fadas...
Ele era muito escroto e dependente. Só era simpático quando algo lhe era conveniente e suas piadas quando passava a conta nunca tinham graça. Era um idiota de alma e não aceitava nenhum crítica sobre ele, pois ao contrário do que pode parecer, ele se enxergava muito bem. E nem gostava de conseguir isso e ainda ser idiota. Era só bom em pedir coisas para os outros, para que eles se tornassem pessoas amadas, dedicadas, bonitas, inteligentes e lhe pagassem uma cerveja ou que pelo mesmo não desistissem disso. Talvez ele fosse assim infeliz por alguém o desejar a mesma coisa, mas acabou por não conseguir. Só talvez. Afinal, talvez fossem todos que desejassem isso.
Todo dia ele ia beber numa roda de amigos e estranhos e não precisava ser bonito, inteligente, educado, divertido, trabalhador, criativo, crente ou sei lá para gostar daqueles momentos. Ele era burro e muito feliz. E escroto.
29.4.10
The last goodbye
Por
Daniel V.
I've been learning with my mistakes
I guess it's time to forget
the lies are always the same
this is so sad, but I don't love you yet
no more pain, no more tears
there's no doubt you're in my heart now
I'm just a creature that loves
my eyes show what I feel, I don't need to say nothing else
Chorus:
Please honey, always be mine
no matter what happens to me
dreaming in my room I can hear you cry
now can you hear me? this is my last goodbye
slowly the hours and days go by
and once again I see myself without you
I need you more than ever
the memories are real, and make me happy
nothing else has meaning to me
you're my only reason to keep breathing
I just wanted you to know
know how much I miss you
I guess it's time to forget
the lies are always the same
this is so sad, but I don't love you yet
no more pain, no more tears
there's no doubt you're in my heart now
I'm just a creature that loves
my eyes show what I feel, I don't need to say nothing else
Chorus:
Please honey, always be mine
no matter what happens to me
dreaming in my room I can hear you cry
now can you hear me? this is my last goodbye
slowly the hours and days go by
and once again I see myself without you
I need you more than ever
the memories are real, and make me happy
nothing else has meaning to me
you're my only reason to keep breathing
I just wanted you to know
know how much I miss you
Estarei Te Amando
Por
Juliana (zds)
Estamos indo para casa
Caminhamos muito
E enquanto isso
Eu penso em seu sorriso
Só por um instante
Seguimos firmes
Por todos esses anos
Mas derrepente
Seu sorriso desapareceu
Transpareceu o medo
E agora estamos aqui, sob a chuva
Você se preocupa se deixará uma marca
Mas não me importa
Porque eu vou dizer
Estrelas podem cair do céu
Ou lágrimas dos seus olhos
Mas estarei te amando
Quando seu coração estiver no escuro
Serei sua pequena faísca
Porque estarei te amando
Eu me pergunto
Porque é desse jeito
Que as nossas vidas seguem
Todo dia igual
Eu não entendo
Ainda estamos aqui, mas a chuva parou
Você se preocupa se ainda somos os mesmos
Eu acho que sim
Mas agora é hora de esquecer
Nós chegamos aqui
E não há mais o que mostrar
Poque você sabe
Que estarei te amando.
Caminhamos muito
E enquanto isso
Eu penso em seu sorriso
Só por um instante
Seguimos firmes
Por todos esses anos
Mas derrepente
Seu sorriso desapareceu
Transpareceu o medo
E agora estamos aqui, sob a chuva
Você se preocupa se deixará uma marca
Mas não me importa
Porque eu vou dizer
Estrelas podem cair do céu
Ou lágrimas dos seus olhos
Mas estarei te amando
Quando seu coração estiver no escuro
Serei sua pequena faísca
Porque estarei te amando
Eu me pergunto
Porque é desse jeito
Que as nossas vidas seguem
Todo dia igual
Eu não entendo
Ainda estamos aqui, mas a chuva parou
Você se preocupa se ainda somos os mesmos
Eu acho que sim
Mas agora é hora de esquecer
Nós chegamos aqui
E não há mais o que mostrar
Poque você sabe
Que estarei te amando.
21.4.10
Utopia
Por
Ykaro Venancio & Filipe Tavares
Não sou operante, e não obstante.
Revelo-me intrigante
Instigo o acaso, procuro o desafeto.
Aguardando pelo julgamento dos seres
Mentes improdutivas em mundo cibernético
Contra minha opressão analógica
E a pressão é lógica
Os minutos passam, reflexo imediato.
Bomba relógio, conexão padrão.
Subitamente surge a resposta
É indireta e funcional
A biogenética controla a respiração
Interfere em um espaço tempo
Onde o oculto se revela
Dentro de um túnel
Sem começo, sem fim.
Instala-se a deformidade
Em minha cabeça, busco respostas.
Faço conexões, atravesso a ponte.
Que brilha com a noite
Caminhamos sem destino
Ao retoque final dos que não optaram pela guerra
E tão pouco fui misericordioso para com aqueles que alimentaram minha fé
Perplexado, ou indomado, o corpo vaga.
Por um espaço mal preenchido e sem luz
É salgado, talvez pálido, sem gosto.
Aquilo que não pôde ser visto nem compreendido
Pois são nossos desejos, nossos pensamentos.
Escoando por um rio negro, cuja bruma é cinzenta em tons.
Reflexos de experiências, talvez inexistentes.
Soa como um ruído, brando, agora um estrondo.
A ruptura de fragmentos que não se encaixam
Mas que se reconhecem na vasta imensidão
De incoerências da vida e do universo.
Ykaro Venâncio
Revelo-me intrigante
Instigo o acaso, procuro o desafeto.
Aguardando pelo julgamento dos seres
Mentes improdutivas em mundo cibernético
Contra minha opressão analógica
E a pressão é lógica
Os minutos passam, reflexo imediato.
Bomba relógio, conexão padrão.
Subitamente surge a resposta
É indireta e funcional
A biogenética controla a respiração
Interfere em um espaço tempo
Onde o oculto se revela
Dentro de um túnel
Sem começo, sem fim.
Instala-se a deformidade
Em minha cabeça, busco respostas.
Faço conexões, atravesso a ponte.
Que brilha com a noite
Caminhamos sem destino
Ao retoque final dos que não optaram pela guerra
E tão pouco fui misericordioso para com aqueles que alimentaram minha fé
Perplexado, ou indomado, o corpo vaga.
Por um espaço mal preenchido e sem luz
É salgado, talvez pálido, sem gosto.
Aquilo que não pôde ser visto nem compreendido
Pois são nossos desejos, nossos pensamentos.
Escoando por um rio negro, cuja bruma é cinzenta em tons.
Reflexos de experiências, talvez inexistentes.
Soa como um ruído, brando, agora um estrondo.
A ruptura de fragmentos que não se encaixam
Mas que se reconhecem na vasta imensidão
De incoerências da vida e do universo.
Ykaro Venâncio
8.4.10
A Volta ao Mundo em Atlas, parte 01
Por
Felipe Zahtariam
Era uma vez um senhor chamado Ludovico, um velho viúvo solitário e rabujento. Sua única companhia eram as lembranças de seu passado. Sua família não era muito grande, e vivia distante dele. Realmente, Ludovico era uma pessoa de mal com o mundo.
Certa vez, arrumando algumas bugigangas antigas deixadas por sua falecida exposa, o velho encontrou um livro, ainda embrulhado em papel de presente, onde estava escrito: “De Estela, para Ludovico”. Estela era o nome de sua mulher, e aquele era um presente que ela iria dar-lhe na época em que adoeceu, antes de falecer.
Ludovico abriu o embrulho e teve o livro em suas mãos. Não era muito novo e muito menos com cheiro de recém comprado. Suas páginas já apresentavam um tom amarelado. Ludovico soprou a capa, onde se lia o nome da obra: “Seja Feliz! Conheça o Mundo em um Balão!”.
Desde jovem Ludovico adorava balonismo, a prática de se voar em grandiosos e coloridos balões. Estela iria dar-lhe um livro que ensinaria a construir um grande balão para uma grande viagem.
Isso realmente entusiasmou o velho, que reuniu materiais e começou a contruir seu engenhoso balão, seguindo os passos do livro. Era começo do verão, e como sua casa era grande e o terreno, espaçoso e longe da cidade, Ludovico teve toda a tranquilidade do mundo para construir. Até certo ponto.
Certo dia, sua filha Beatriz, lhe manda uma carta, contando que seus três filhos estão para chegar em sua propriedade, para passarem as férias. E que como ele era seu pai e avô das crianças, entenderia.
Ludovico relamente não gostou muito da idéia de receber seus netos, talvez por que a última vez que os viu, o mais novo dos três era um bebê. Além disso, eles poderiam arruinar seus planos de uma grande viajem de balão.
Continua...
Certa vez, arrumando algumas bugigangas antigas deixadas por sua falecida exposa, o velho encontrou um livro, ainda embrulhado em papel de presente, onde estava escrito: “De Estela, para Ludovico”. Estela era o nome de sua mulher, e aquele era um presente que ela iria dar-lhe na época em que adoeceu, antes de falecer.
Ludovico abriu o embrulho e teve o livro em suas mãos. Não era muito novo e muito menos com cheiro de recém comprado. Suas páginas já apresentavam um tom amarelado. Ludovico soprou a capa, onde se lia o nome da obra: “Seja Feliz! Conheça o Mundo em um Balão!”.
Desde jovem Ludovico adorava balonismo, a prática de se voar em grandiosos e coloridos balões. Estela iria dar-lhe um livro que ensinaria a construir um grande balão para uma grande viagem.
Isso realmente entusiasmou o velho, que reuniu materiais e começou a contruir seu engenhoso balão, seguindo os passos do livro. Era começo do verão, e como sua casa era grande e o terreno, espaçoso e longe da cidade, Ludovico teve toda a tranquilidade do mundo para construir. Até certo ponto.
Certo dia, sua filha Beatriz, lhe manda uma carta, contando que seus três filhos estão para chegar em sua propriedade, para passarem as férias. E que como ele era seu pai e avô das crianças, entenderia.
Ludovico relamente não gostou muito da idéia de receber seus netos, talvez por que a última vez que os viu, o mais novo dos três era um bebê. Além disso, eles poderiam arruinar seus planos de uma grande viajem de balão.
Continua...
2.4.10
# 07 - Assalto
Por
Rodrigo
“Silas... eu soube que três de teus clientes faleceram...”
“Sim... eles...”
Um estrondo de porta sendo arrombada com um chute frontal interrompeu o início de diálogo entre o Contador Silas e o Detetive Ney. Os dois voltaram-se rapidamente para a porta e viram um grande pé calçando um coturno atravessar a porta arruinada pelos cupins. Um arrombamento mal sucedido, pois o objetivo do arrombamento em si é derrubar a porta, e não atravessá-la e prender o pé nela, entre as lascas de madeira.
Ney, com toda a sua experiência em casos desse tipo, pegou um pequeno banco de madeira e sentou-se ao lado do pé. As lascas da porta estavam produzindo cortes a cada tentativa do arrombador de puxar de volta o pé invasor. O Detetive Smith tirou o coturno e a meia do pé e ouviu o invasor falar “isso tá me machucando, me ajuda, John”. Ney segurou o pé com a mão esquerda e começou...
“Por mil demônios, o que o senhor está fazendo?” perguntou Silas, com espanto no rosto.
“Cócegas”.
Olhou em direção à porta e perguntou em voz alta para o “pé” e John:
“Eu posso fazer isso à tarde toda... a não ser que cooperem. Quem são vocês e o que querem?”
“Pizza”, respondeu uma voz feminina trêmula (seria John?), enquanto o dono do pé gargalhava em pânico.
“Pizza? Mas que droga de resposta. Faça sentido, por favor...”
A voz feminina trêmula gaguejou um popouco cocomo se catata... catatatassse as palavras e disse, agora com uma quase convicção:
“Somos entregadores de pizza... é uma promoção... caso o cliente não morra de susto nós... droga! Eu sou a Dolores! O teu contador é o assassino e nós viemos te proteger, você é o quarto cliente dele, ele está matando dos clientes mais antigos para os mais atuais e você é o quarto, droga! Abre essa merda de porta!
***
P.S.: A frase "Faça sentido, por favor" foi dita, originalmente, pela Bianca. Putz, eu tinha que usá-la algum dia, é genial...
***
P.S.: A frase "Faça sentido, por favor" foi dita, originalmente, pela Bianca. Putz, eu tinha que usá-la algum dia, é genial...
1.4.10
Passado Presente e Futuro
Por
Anônimo
Ontem mesmo eu estava tão contente
Tinha sido um dia tão divertido!
E hoje, nada mais faz sentido
Tudo mudou tão rapidamente...
Vou me lembrando do que aconteceu
Pequenos flashes de minha memória
Me mostram os momentos de glória
Mas de repente tudo desapareceu...
O passado foi legal
O presente é razoável
O futuro será inimaginável
Espero por um sinal...
Parece que foi ontem, sim...
Mas já foi há alguns anos...
Nem me lembro mais daqueles planos
Que eu arquitetava no meu jardim
Mas por quê o tempo não para?
Já não sei mais no que devo acreditar
Só queria pegar um espelho agora e olhar
Qual o sentimento que está na minha cara...
O passado foi chocante
O presente é distorcido
O futuro está escurecido
Acho que sou discrepante
A semana inteira ficava triste...
Só queria gritar o mais alto que pudesse
Para me livrar de todo o estresse
Mas nem sei se isso existe
O que é real e o que não é
Até hoje não consigo distinguir...
Mesmo assim, vou continuar a refletir
Mas o presente ainda pega no meu pé
O passado me deixa dúvidas
O presente me persegue
O futuro aos poucos se ergue
Sinto minhas olheiras úmidas...
Eu penso por horas, sem uma pausa
Mas não vejo onde foi que eu errei...
Depois de muito tempo, eu reparei
Talvez não fosse por minha causa
As outras pessoas mudam a cada segundo
Será que sou só eu que não quero mudar?
Será que é errado eu querer continuar
A ser a pessoa que sempre fui nesse mundo?
O passado foi esquisito
O presente está me consumindo
Mas o futuro será lindo
E é nisso que eu acredito
Seguir em frente
É só o que se pode fazer
Não vou ligar para o que acontecer
Vou apenas abrir a minha mente
Tinha sido um dia tão divertido!
E hoje, nada mais faz sentido
Tudo mudou tão rapidamente...
Vou me lembrando do que aconteceu
Pequenos flashes de minha memória
Me mostram os momentos de glória
Mas de repente tudo desapareceu...
O passado foi legal
O presente é razoável
O futuro será inimaginável
Espero por um sinal...
Parece que foi ontem, sim...
Mas já foi há alguns anos...
Nem me lembro mais daqueles planos
Que eu arquitetava no meu jardim
Mas por quê o tempo não para?
Já não sei mais no que devo acreditar
Só queria pegar um espelho agora e olhar
Qual o sentimento que está na minha cara...
O passado foi chocante
O presente é distorcido
O futuro está escurecido
Acho que sou discrepante
A semana inteira ficava triste...
Só queria gritar o mais alto que pudesse
Para me livrar de todo o estresse
Mas nem sei se isso existe
O que é real e o que não é
Até hoje não consigo distinguir...
Mesmo assim, vou continuar a refletir
Mas o presente ainda pega no meu pé
O passado me deixa dúvidas
O presente me persegue
O futuro aos poucos se ergue
Sinto minhas olheiras úmidas...
Eu penso por horas, sem uma pausa
Mas não vejo onde foi que eu errei...
Depois de muito tempo, eu reparei
Talvez não fosse por minha causa
As outras pessoas mudam a cada segundo
Será que sou só eu que não quero mudar?
Será que é errado eu querer continuar
A ser a pessoa que sempre fui nesse mundo?
O passado foi esquisito
O presente está me consumindo
Mas o futuro será lindo
E é nisso que eu acredito
Seguir em frente
É só o que se pode fazer
Não vou ligar para o que acontecer
Vou apenas abrir a minha mente
Do Que Não Foi Visto
Por
Ykaro Venancio & Filipe Tavares
Reflito, logo e penso
Existo, evito e me esquivo nesse jogo ambíguo
Não existe paralelo no paradoxo
Tudo limpo, nada tóxico
Saio complementando
Devaneios, sim, vivo ensaiando-os
E canto, cantigas de paixão
Esquecido entre arbustos matinais
Congelados
Conspiro, ajudo, fico em luto
Revolução chega, não me iludo
É de fato onírico
Fugaz, extremamente exagerado
Um tanto quanto contemplado
Exilado...
Existo, evito e me esquivo nesse jogo ambíguo
Não existe paralelo no paradoxo
Tudo limpo, nada tóxico
Saio complementando
Devaneios, sim, vivo ensaiando-os
E canto, cantigas de paixão
Esquecido entre arbustos matinais
Congelados
Conspiro, ajudo, fico em luto
Revolução chega, não me iludo
É de fato onírico
Fugaz, extremamente exagerado
Um tanto quanto contemplado
Exilado...
A Última Dança
Por
Juliana (zds)
Era uma quente noite de verão, o céu escuro, apenas com a calma luz da lua cheia. As vozes altas e a música clássica pairavam pelo ar.
Estavam lá, em meio à noite e o perfume de jasmim, ele, hesitante, e mesmo assim completamente rendido, e ela, perdida no amor que reluzia sob o luar. Ele era seu príncipe, e ela, seu anjo mais puro.
Era uma visão celeste, vê-los em cada passo juntos, como o mais perfeito ballet. Enchiam os olhos de lágrimas que caíam como um rio em seus corações. Vivos. Apaixonados.
Era simplesmente o momento mais feliz de suas vidas, e seria eterno enquanto a música não parasse.
Estavam lá, em meio à noite e o perfume de jasmim, ele, hesitante, e mesmo assim completamente rendido, e ela, perdida no amor que reluzia sob o luar. Ele era seu príncipe, e ela, seu anjo mais puro.
Era uma visão celeste, vê-los em cada passo juntos, como o mais perfeito ballet. Enchiam os olhos de lágrimas que caíam como um rio em seus corações. Vivos. Apaixonados.
Era simplesmente o momento mais feliz de suas vidas, e seria eterno enquanto a música não parasse.
Poder Oculto
Por
Juliana (zds)
Eu quero encontrar meu sonho
Quero que se realize
Exatamente como cantar
Ou como milagres,
Sem nenhuma dúvida
É quase surpreendente!
Eu sou um ser nesse mundo
Eu sou uma sonhadora...
Com poderes ocultos...
Mas como uma estrela,
Mesmo uma pequena luz
Quero ser mais forte algum dia.
Eu quero lhe dizer
Quero gritar
Que o que se esconde às nossas costas
E o que se esconde à nossa frente
Não é nada comparado
Ao que se esconde dentro de nós!
Quero que se realize
Exatamente como cantar
Ou como milagres,
Sem nenhuma dúvida
É quase surpreendente!
Eu sou um ser nesse mundo
Eu sou uma sonhadora...
Com poderes ocultos...
Mas como uma estrela,
Mesmo uma pequena luz
Quero ser mais forte algum dia.
Eu quero lhe dizer
Quero gritar
Que o que se esconde às nossas costas
E o que se esconde à nossa frente
Não é nada comparado
Ao que se esconde dentro de nós!
Em Minha Casa
Por
Ykaro Venancio & Filipe Tavares
Formou-se uma colônia na Babilônia
Em tempos antigos o povo se une
Eles se armam e se amam com afeto
Um corpo na vala
A bala no feto
E, contudo estala, como um suicídio
Um corpo caído
E eu, desfilo, e canto
Protegido pelo manto
É como se fosse um presságio
Meu corpo perdido
No sideral
Espaço, frenético, irreal
Bilateral, bidimensional
Eu reflito e grito,
Gero o atrito, aflito, esquecido
De súbito, a conexão gera pressão
O mundo continua, máquina paralítica
Turbilhão em minhas mãos
Obsoleto, discreto, indireto
Sim, desta vez o ângulo é reto...
Em tempos antigos o povo se une
Eles se armam e se amam com afeto
Um corpo na vala
A bala no feto
E, contudo estala, como um suicídio
Um corpo caído
E eu, desfilo, e canto
Protegido pelo manto
É como se fosse um presságio
Meu corpo perdido
No sideral
Espaço, frenético, irreal
Bilateral, bidimensional
Eu reflito e grito,
Gero o atrito, aflito, esquecido
De súbito, a conexão gera pressão
O mundo continua, máquina paralítica
Turbilhão em minhas mãos
Obsoleto, discreto, indireto
Sim, desta vez o ângulo é reto...
31.3.10
Esquilo
Por
Laura
Felicidade, vamos caçá-la
Bem vindo à floresta
Mire sua arma
Sorte é o que te resta
Se n tem estômago fique com fome
Pra ver o que acontece
Ele te come
Apodrece
O que te salva é sentir
O que te condena é saber
Quem sabe dormindo
Saia desse sonho
E acordando tenha a caça aos seus pés
(uma frase eu usei da música Wellcome to the jungle - Guns n' Roses)
Bem vindo à floresta
Mire sua arma
Sorte é o que te resta
Se n tem estômago fique com fome
Pra ver o que acontece
Ele te come
Apodrece
O que te salva é sentir
O que te condena é saber
Quem sabe dormindo
Saia desse sonho
E acordando tenha a caça aos seus pés
(uma frase eu usei da música Wellcome to the jungle - Guns n' Roses)
26.3.10
Palavras Invariáveis
Por
Juliana (zds)
Estamos sonhando
Olhando para as estrelas eu vejo
Tudo o que eu quero ser
Hoje é o meu dia
Em meu sonhos nada mudou
Não me fazem esquecer de onde eu vim
Bom é olhar para a realidade
Sempre serei o que eu sou
Uma folha branca em um livro aberto
Vou colorir com o que eu sonhar
Minha caneta não perde a cor
Como palavras invariáveis
Então escrevo mais e mais e ainda mais
E coleciono meus sonhos
Olhando para as estrelas eu vejo
Tudo o que eu quero ser
Hoje é o meu dia
Em meu sonhos nada mudou
Não me fazem esquecer de onde eu vim
Bom é olhar para a realidade
Sempre serei o que eu sou
Uma folha branca em um livro aberto
Vou colorir com o que eu sonhar
Minha caneta não perde a cor
Como palavras invariáveis
Então escrevo mais e mais e ainda mais
E coleciono meus sonhos
John Espigado do Amor Pequeno
Por
Bianca Caroline Schweitzer
"John..."
"Eu entendo, entendo, meu doce. Agora, durma."
E ela é atendida de pré-imediato. Mesmo com as canelas no chão feio e o resto do corpo meio-caído nos braços da falante, a respiração do rapaz já era pesada. Ele era pesado em si também, principalmente em suas culpas.
"Você sempre faz os mesmos cenários, as mesmas roupas... e, ah, que não é por odiar elas que são feias, tá, querido? Mas eu não gosto de como você sempre chega de batidas, súplicas, machucados, olhos inchados, que por mais que me devessem isso e a outros também devia, esses inchados não são por lágrimas."
"Você sempre volta."
A mulher mergulha os pés em baldes merecidos de água morna, trêmula. Apesar disso, devia ser forte como toda suas palavras eram bem formuladas e harmoniosas.
Ela massageia os calos e as bolhas, que se aliviavam instantaneamente. Ela possui uma voz rouca, mas estupidamente linda. Homogênea e pura. Podemos ver a alma dela pela voz.
"Estou cansada, com medo, fome... doida para morrer, mas acumulei muita coisa na pia e aqueles fungos do orfanato..." Ela deixa os pensamentos terminaram de transcreverem os deveres, que não são poucos.
"Imagino qual refeição John andava fazendo e o que ele quer amanhã..." Ela deixa seus devaneios mergulharem nos dos outros com carinho.
"Eu acho que é isso, mãe."
Ela gosta de se esquecer nos outros. É o que ela sempre quer, esquecer os problemas e esses por vez: que coincidência e ironia, são os outros.
John caminha a passos preguiçosos e pequenos até o cômodo, mesmo que suas pernas e corpo inteiro sejam espigados. Ele olha ela com um carinho - que sempre possui certa vergonha de mostrar e até agora a sente. Ela também olha ele, de olhos fechados. Ela sente seu calor, de olhos fechados. A bacia cheia d'água já gelada. A mãe quente. A toalha macia. John seca os pés da moça com leveza. A leva nos braços com atenção. A deita na cama.
John vai até a rua, fuma um, dois, três... Pensa, preocupado.
John sempre foi um péssima rapaz, até um péssimo homem foi! Por este último motivo voltara para casa. Ele nunca foi muito aceito, principalmente pelos vizinhos, os que decidiram odiar ele por achar que a mulher deitada com pés ferrados e encontrada em lindos sonhos... decidiram que iriam odiar ele por ela, que ela não podia odiar seu filho. Eis o engano! Primeiro: que ela não o ama. Segundo: por ser sua mãe.
"Mesmo assim fechado, você já aprontava muito desde cedo." Aquela mãe agora alisada os fios dourados dele com carinho.
A cabeça dele pesava, mas não era assim que aparentava no colo gentil da mulher.
Os inchados, fechados e calmos olhos se fecham e adormecem com o filho. Afinal, eles sempre se amavam assim, de olhos fechados.
"Eu entendo, entendo, meu doce. Agora, durma."
E ela é atendida de pré-imediato. Mesmo com as canelas no chão feio e o resto do corpo meio-caído nos braços da falante, a respiração do rapaz já era pesada. Ele era pesado em si também, principalmente em suas culpas.
"Você sempre faz os mesmos cenários, as mesmas roupas... e, ah, que não é por odiar elas que são feias, tá, querido? Mas eu não gosto de como você sempre chega de batidas, súplicas, machucados, olhos inchados, que por mais que me devessem isso e a outros também devia, esses inchados não são por lágrimas."
"Você sempre volta."
A mulher mergulha os pés em baldes merecidos de água morna, trêmula. Apesar disso, devia ser forte como toda suas palavras eram bem formuladas e harmoniosas.
Ela massageia os calos e as bolhas, que se aliviavam instantaneamente. Ela possui uma voz rouca, mas estupidamente linda. Homogênea e pura. Podemos ver a alma dela pela voz.
"Estou cansada, com medo, fome... doida para morrer, mas acumulei muita coisa na pia e aqueles fungos do orfanato..." Ela deixa os pensamentos terminaram de transcreverem os deveres, que não são poucos.
"Imagino qual refeição John andava fazendo e o que ele quer amanhã..." Ela deixa seus devaneios mergulharem nos dos outros com carinho.
"Eu acho que é isso, mãe."
Ela gosta de se esquecer nos outros. É o que ela sempre quer, esquecer os problemas e esses por vez: que coincidência e ironia, são os outros.
John caminha a passos preguiçosos e pequenos até o cômodo, mesmo que suas pernas e corpo inteiro sejam espigados. Ele olha ela com um carinho - que sempre possui certa vergonha de mostrar e até agora a sente. Ela também olha ele, de olhos fechados. Ela sente seu calor, de olhos fechados. A bacia cheia d'água já gelada. A mãe quente. A toalha macia. John seca os pés da moça com leveza. A leva nos braços com atenção. A deita na cama.
John vai até a rua, fuma um, dois, três... Pensa, preocupado.
John sempre foi um péssima rapaz, até um péssimo homem foi! Por este último motivo voltara para casa. Ele nunca foi muito aceito, principalmente pelos vizinhos, os que decidiram odiar ele por achar que a mulher deitada com pés ferrados e encontrada em lindos sonhos... decidiram que iriam odiar ele por ela, que ela não podia odiar seu filho. Eis o engano! Primeiro: que ela não o ama. Segundo: por ser sua mãe.
"Mesmo assim fechado, você já aprontava muito desde cedo." Aquela mãe agora alisada os fios dourados dele com carinho.
A cabeça dele pesava, mas não era assim que aparentava no colo gentil da mulher.
Os inchados, fechados e calmos olhos se fecham e adormecem com o filho. Afinal, eles sempre se amavam assim, de olhos fechados.
19.3.10
CAP. 01 O AVISO
Por
Ykaro Venancio & Filipe Tavares
Nilo, como era chamado, corria por entre as outras crianças da aldeia, haviam acabado de iniciar um ritual local, espantado por um dos xamãs, Nilo acaba correndo para fora da aldeia, e intrigado resolve se introduzir na floresta à sua frente.
Logo mais a frente, Nilo percebeu que o canto dos xamãs ia parecendo cada vez mais distante, não se importando muito com o fato e deslumbrado com a exuberância da natureza em volta, o menino continua sua caminhada. Nilo não entendia como as coisas ali se formavam, e nem o porquê disso, mas sabia que tudo ali, os processos evolutivos, a obscuridade da mata, a variedade de vida, tudo, e mais um pouco, sabia ele, que era essencial para a sobrevivência de seu povo.
Chegando em um terreno argiloso e bem úmido, percebeu alguns corpos espalhados no solo, sob cobertos pela lama, ficou um pouco assustado, eram banhados com braceletes e tintas de sua aldeia, os Maratuca, logo, após concluir que não restava vida ali, Nilo se lança para observar o que acontecia logo à frente, e conclui:
- Eles vieram com seus monstros acabar com Nilo, mas Nilo não pode deixar tristeza chegar até mestre, Nilo não quer visitar xamãs, Nilo não quer que mestre vá, Nilo quer ver Grande Morada forte, imperando, não, Nilo não quer ver Grande Morada sobre fogo. Nilo não pode.
Intuitivamente, ou não, percebeu que estava sendo observado. Para ele era um monstro, encapuzado por vestes estranhas e apocalípticas, começou a correr. Ouviram-se tiros, estrondos entre as árvores.
- É a morte - pensou Nilo.
Era como se estivessem se escondendo, e o menino encontrou-os, corriam freneticamente, mas pernas ágeis tinha Nilo, seu monstro encapuzado era impetuoso, não desistia de sua sede, frenético era ele em sua caçada. Nilo consegue se esconder, o monstro(em tempos antigos homosapiens) desaparece, perdido, caçando-o. Começa a correr, suas pernas são pequenas, alcança a aldeia.
Assustado, chama por seu pai, avisa o fato. Seu pai preocupado vê uma fumaça sobre a montanha e logo, chega um súdito, alarmado:
- Eles invadiram a ilha! Queimavam a primeira aldeia, e avançam com velocidade, nossas defesas estão se esgotando!
Enu Kassan, pai de Nilo, como era chamado, olha para os céus, era como se estivesse pressagiando um fim, o resto da aldeia ainda não sabia do acontecido...
- Convoque os guerreiros ao meu encontro!
Os olhos de Kassan temiam o pior, o perigo era eminente.
CONTINUA...
Logo mais a frente, Nilo percebeu que o canto dos xamãs ia parecendo cada vez mais distante, não se importando muito com o fato e deslumbrado com a exuberância da natureza em volta, o menino continua sua caminhada. Nilo não entendia como as coisas ali se formavam, e nem o porquê disso, mas sabia que tudo ali, os processos evolutivos, a obscuridade da mata, a variedade de vida, tudo, e mais um pouco, sabia ele, que era essencial para a sobrevivência de seu povo.
Chegando em um terreno argiloso e bem úmido, percebeu alguns corpos espalhados no solo, sob cobertos pela lama, ficou um pouco assustado, eram banhados com braceletes e tintas de sua aldeia, os Maratuca, logo, após concluir que não restava vida ali, Nilo se lança para observar o que acontecia logo à frente, e conclui:
- Eles vieram com seus monstros acabar com Nilo, mas Nilo não pode deixar tristeza chegar até mestre, Nilo não quer visitar xamãs, Nilo não quer que mestre vá, Nilo quer ver Grande Morada forte, imperando, não, Nilo não quer ver Grande Morada sobre fogo. Nilo não pode.
Intuitivamente, ou não, percebeu que estava sendo observado. Para ele era um monstro, encapuzado por vestes estranhas e apocalípticas, começou a correr. Ouviram-se tiros, estrondos entre as árvores.
- É a morte - pensou Nilo.
Era como se estivessem se escondendo, e o menino encontrou-os, corriam freneticamente, mas pernas ágeis tinha Nilo, seu monstro encapuzado era impetuoso, não desistia de sua sede, frenético era ele em sua caçada. Nilo consegue se esconder, o monstro(em tempos antigos homosapiens) desaparece, perdido, caçando-o. Começa a correr, suas pernas são pequenas, alcança a aldeia.
Assustado, chama por seu pai, avisa o fato. Seu pai preocupado vê uma fumaça sobre a montanha e logo, chega um súdito, alarmado:
- Eles invadiram a ilha! Queimavam a primeira aldeia, e avançam com velocidade, nossas defesas estão se esgotando!
Enu Kassan, pai de Nilo, como era chamado, olha para os céus, era como se estivesse pressagiando um fim, o resto da aldeia ainda não sabia do acontecido...
- Convoque os guerreiros ao meu encontro!
Os olhos de Kassan temiam o pior, o perigo era eminente.
CONTINUA...
Assinar:
Postagens (Atom)