6.3.10
5.3.10
Dance
Por
Juliana (zds)
Me prometa que você dará ao destino
Uma chance de lutar
Só assim seremos livres
Livres para sermos quem decidirmos ser
Imagine tudo o que poderíamos fazer
Nunca escolha o caminho mais fácil
Porque não há garantia
De que ele realmente seja assim
E com o passar do tempo
Tudo vai ficando mais claro
Viver talvez signifique se arriscar
Mas vale a pena arriscar-se
Amar talvez seja um erro
Mas vale a pena cometê-lo
Então reconsidere
O tempo é uma roda
Em constante movimento
Sempre nos levando junto,
Quem não quer olhar para trás em seus anos
E imaginar para onde esses anos se foram?
Nós fazemos o nosso destino
Há poder em todas as nossas escolhas
Então quando você tiver que escolher
Entre sentar ou dançar
Dance
Uma chance de lutar
Só assim seremos livres
Livres para sermos quem decidirmos ser
Imagine tudo o que poderíamos fazer
Nunca escolha o caminho mais fácil
Porque não há garantia
De que ele realmente seja assim
E com o passar do tempo
Tudo vai ficando mais claro
Viver talvez signifique se arriscar
Mas vale a pena arriscar-se
Amar talvez seja um erro
Mas vale a pena cometê-lo
Então reconsidere
O tempo é uma roda
Em constante movimento
Sempre nos levando junto,
Quem não quer olhar para trás em seus anos
E imaginar para onde esses anos se foram?
Nós fazemos o nosso destino
Há poder em todas as nossas escolhas
Então quando você tiver que escolher
Entre sentar ou dançar
Dance
Respiração
Por
Bianca Caroline Schweitzer
A máscara contra sua pele
impede quaisquer tipos de gás
Mas a poção borbulhante em alta temperatura
nem poderia ser considerada exceção?
Para você
Só para você
Por você
A poção, além de especial, é única
Somente pode ser formada uma por humano
Uma
E ninguém vende
Ninguém compra
Ninguém consegue
Todos querem poder
Poder
Poder ou Amor
Se eu pudesse comprar Amor
Seu amor
Só seu amor
Por mim
Eu compraria
Eu compraria sabendo da falsificação
Eu compraria sabendo que a pirataria machucaria
Machucaria meu corpo
Seu corpo
E transmutaria meu sangue em sólido
O que iria fluir mesmo?
E agora sussurrarei um segredo
perto do ouvido
perto da máscara
e do coração
De você
Por você
Que cicatrizes podem ser curadas
sem marcas anteriores
se tornando posteriores
Que pirataria pode enganar além do original
pode enganar e ser real
E que
sempre
humanos formam uma poção de puro veneno passivo
e lascivo
Ele cura a alma
Por todos
Formada por todos
Somos compatíveis?
Inevitavelmente compatíveis
post scriptum: Para a Laura.
impede quaisquer tipos de gás
Mas a poção borbulhante em alta temperatura
nem poderia ser considerada exceção?
Para você
Só para você
Por você
A poção, além de especial, é única
Somente pode ser formada uma por humano
Uma
E ninguém vende
Ninguém compra
Ninguém consegue
Todos querem poder
Poder
Poder ou Amor
Se eu pudesse comprar Amor
Seu amor
Só seu amor
Por mim
Eu compraria
Eu compraria sabendo da falsificação
Eu compraria sabendo que a pirataria machucaria
Machucaria meu corpo
Seu corpo
E transmutaria meu sangue em sólido
O que iria fluir mesmo?
E agora sussurrarei um segredo
perto do ouvido
perto da máscara
e do coração
De você
Por você
Que cicatrizes podem ser curadas
sem marcas anteriores
se tornando posteriores
Que pirataria pode enganar além do original
pode enganar e ser real
E que
sempre
humanos formam uma poção de puro veneno passivo
e lascivo
Ele cura a alma
Por todos
Formada por todos
Somos compatíveis?
Inevitavelmente compatíveis
post scriptum: Para a Laura.
Esperando o Tempo
Por
Juliana (zds)
Para Laura...
Eu vejo o amor ao meu redor
Mas ele não chega em mim
Meu coração ferido não o aguenta
Há um buraco em meu peito
E o amor passa direto por ele, não fica
Cada segundo fica mais e mais vazio
Não choro, porque não tenho mais lágrimas
Não tenho mais nada
Meu corpo está seco, vazio
Uma casca partida e quebrada
Ja tentei juntar os pedaços muitas vezes
Mas dessa vez eles não conseguem se unir
Suas pontas afiadas
Me machucam sempre que tento reconstruí-lo
E se quebram ainda mais
Talvez o tempo melhore
Porque as pontas talvez se desgastem
Não machuquem tanto
Em um ponto que eu possa suportar
E colar todos os pedaços
Ficarão muitos defeitos
Mas é a unica coisa que poderei fazer
Então, só espero o tempo...
Eu vejo o amor ao meu redor
Mas ele não chega em mim
Meu coração ferido não o aguenta
Há um buraco em meu peito
E o amor passa direto por ele, não fica
Cada segundo fica mais e mais vazio
Não choro, porque não tenho mais lágrimas
Não tenho mais nada
Meu corpo está seco, vazio
Uma casca partida e quebrada
Ja tentei juntar os pedaços muitas vezes
Mas dessa vez eles não conseguem se unir
Suas pontas afiadas
Me machucam sempre que tento reconstruí-lo
E se quebram ainda mais
Talvez o tempo melhore
Porque as pontas talvez se desgastem
Não machuquem tanto
Em um ponto que eu possa suportar
E colar todos os pedaços
Ficarão muitos defeitos
Mas é a unica coisa que poderei fazer
Então, só espero o tempo...
4.3.10
Meu corpo de Cobre
Por
Laura
Corte
Não pode fazer nada
Não se importa
Na realidade até gosta
Aprecio a cena que para
Tapa na cara
Ter o poder,
a fama,
isso importa na hora de armar o circo
Mais sinto a pancada
A dor no pico
O sonho na cama
O sonho na lama
Sangra
Abre
o espaço pra tentar me sentir segura
Cobre
Meu corpo
meu corpo
de cobre
Que jaz
Morto
Não pode fazer nada
Não se importa
Na realidade até gosta
Aprecio a cena que para
Tapa na cara
Ter o poder,
a fama,
isso importa na hora de armar o circo
Mais sinto a pancada
A dor no pico
O sonho na cama
O sonho na lama
Sangra
Abre
o espaço pra tentar me sentir segura
Cobre
Meu corpo
meu corpo
de cobre
Que jaz
Morto
22.2.10
Sensação
Por
Laura
Como caloura, vou começar com um pequeno.
Escrevi quando me apaixonei pelo teatro:
O corpo não é mais osso, é a sustentação do amor.
Não é mais nervos, é a ligação da alma com a arte.
Não é músculo, é a força da vontade de fazer o que ama.
E não é mais pele, é o puro arrepio do sentir dos sentidos.
Obrigada pelo convite!(vou me esforçar p atingir o nível do vrrt!)
Escrevi quando me apaixonei pelo teatro:
O corpo não é mais osso, é a sustentação do amor.
Não é mais nervos, é a ligação da alma com a arte.
Não é músculo, é a força da vontade de fazer o que ama.
E não é mais pele, é o puro arrepio do sentir dos sentidos.
Obrigada pelo convite!(vou me esforçar p atingir o nível do vrrt!)
21.2.10
# 06 - Máscaras
Por
Rodrigo
S.I.. “Que besteira”, pensou ele. Não sabia porque acabou usando esta identidade secreta mas, além disso, nunca entendera por que sentiu-se motivado a criar uma identidade secreta. Bem, ele queria ser um herói. O problema é que os heróis só existem nos quadrinhos, filmes, filmes de quadrinhos e nas propagandas de quinta categoria.
Ele nunca passou por nenhum evento traumático, a vida era fácil, sem conflitos; normal, em suma. Os pais perfeitos na infância, poucos amigos, mas leais. Depois o trabalho, tranquilo. A contabilidade sempre foi algo tranquilo para ele, era bom com números. Gostava de falar com os clientes. Era feliz.
Mas sentia-se vazio. A vida parecia não ter sentido, então ele decidia tomar alguma iniciativa, alguma atitude que pudesse melhorar o mundo. Mas nunca conseguia ter uma ideia, os primeiros passos morriam antes de encostar o calcanhar na trilha. Mas achava que apenas ajudar as pessoas em geral era pouco, ele queria registrar o seu nome na história, queria fazer algo grande. Salvar vidas, fazer justiça com as próprias mãos. Afinal, é a ânsia de todo ser humano. Ser lembrado.
Mas ele era muito fraco. Tentou musculação e karatê, mas ficou apenas um mês em ambos, não; 25 dias na musculação e 19 no karatê. Não era muito esperto também, mas enfim, ele não era muita coisa, em suma.
Seus pensamentos foram interrompidos pelas batidas na porta. Devia ser algum cliente cobrando relatórios atrasados, como sempre. Foi atender a porta, lentamente. Ao olhar pelo olho mágico, viu que era Rodney Smith. Sentiu seu peito inflar-se com alguma esperança... mas depois lembrou que Ney não sabia que ele era S. I.; simulou um rosto convidativo e surpreso, depois abriu a porta:
“Olá...”, disse Smith enquanto tentava lembrar o nome do contador.
“Silas, Sr. Ney. Tudo bem?”
Enquanto o Detetive Smith entrava no pequeno apartamento que servia de escritório e dormitório para Silas, três vultos esgueiravam-se no corredor.
Por uma fração de segundo, podia-se imaginar que um dos vultos trazia em sua mão direita uma faca de sobrevivência tamanho grande com uma afiadíssima lâmina em aço anodizado, parte superior com serra dentilhada e cabo anti-deslizante com protetor de mão vazado...
Ele nunca passou por nenhum evento traumático, a vida era fácil, sem conflitos; normal, em suma. Os pais perfeitos na infância, poucos amigos, mas leais. Depois o trabalho, tranquilo. A contabilidade sempre foi algo tranquilo para ele, era bom com números. Gostava de falar com os clientes. Era feliz.
Mas sentia-se vazio. A vida parecia não ter sentido, então ele decidia tomar alguma iniciativa, alguma atitude que pudesse melhorar o mundo. Mas nunca conseguia ter uma ideia, os primeiros passos morriam antes de encostar o calcanhar na trilha. Mas achava que apenas ajudar as pessoas em geral era pouco, ele queria registrar o seu nome na história, queria fazer algo grande. Salvar vidas, fazer justiça com as próprias mãos. Afinal, é a ânsia de todo ser humano. Ser lembrado.
Mas ele era muito fraco. Tentou musculação e karatê, mas ficou apenas um mês em ambos, não; 25 dias na musculação e 19 no karatê. Não era muito esperto também, mas enfim, ele não era muita coisa, em suma.
Seus pensamentos foram interrompidos pelas batidas na porta. Devia ser algum cliente cobrando relatórios atrasados, como sempre. Foi atender a porta, lentamente. Ao olhar pelo olho mágico, viu que era Rodney Smith. Sentiu seu peito inflar-se com alguma esperança... mas depois lembrou que Ney não sabia que ele era S. I.; simulou um rosto convidativo e surpreso, depois abriu a porta:
“Olá...”, disse Smith enquanto tentava lembrar o nome do contador.
“Silas, Sr. Ney. Tudo bem?”
Enquanto o Detetive Smith entrava no pequeno apartamento que servia de escritório e dormitório para Silas, três vultos esgueiravam-se no corredor.
Por uma fração de segundo, podia-se imaginar que um dos vultos trazia em sua mão direita uma faca de sobrevivência tamanho grande com uma afiadíssima lâmina em aço anodizado, parte superior com serra dentilhada e cabo anti-deslizante com protetor de mão vazado...
18.2.10
1 - A menina no trem
Por
Rodrigo
Através da janela embaçada do trem, uma menina vislumbrava vastos campos verdes. Ainda verdes. O verde, outrora quase um monumento do eterno, nos dias de hoje não passa de um estado transitório, quase um pré-cinza. Ela sabe que terá um futuro cinzento pela frente; no entanto, ao fechar seus olhos, lentamente assiste gotas vermelhas escorrendo sobre a escuridão de seus pensamentos, tal qual os pingos de chuva que escorrem pela janela de vidro, embaçada pelos seus suspiros condensados. Os sentimentos também se condensam. Às vezes, tornam-se tão sólidos que parecemos vestir máscaras.
Os humanos são muito suscetíveis aos próprios sentimentos. Tomemos a ira como exemplo. Quando encolerizado, o humano sente como se uma corrente elétrica circulasse por suas veias, percorrendo cada célula, o alimentando. Os olhos fixos, os batimentos cardíacos aceleram. Alguns gritam, outros simulam o silêncio da estática; outros, apenas sorriem. Mas não devíamos falar de eletricidade, não desta forma. Afinal, ela só será utilizada para alimentar os maquinários fabris daqui a uns dois séculos. Estamos na era do vapor, não o mesmo vapor que se condensa em gotículas de água nos vidros dos trens. Falo do vapor que se condensa em gotículas de sangue no ouro. Ouro de poucos, sangue de muitos, como sempre foi e sempre será.
A menina no trem chama-se Brigitte. Ela está viajando com apenas um propósito: vingança. Deseja vingar-se do homem que assassinou sua mãe, seu povo e destruiu seu lar. Talvez ela não amasse sua mãe, seu povo ou seu lar, mas isso a definia. Brigitte está confusa. Ela olha no fundo dos olhos do seu reflexo e não se reconhece, sente como se fosse o único ser de sua espécie a andar sobre a terra. Brigitte não tem ninguém além do seu nêmesis. Ele é o espelho estilhaçado onde ela enxerga a si mesmo todas as noites quando tenta dormir. Sempre a mesma lembrança, tão clara que às vezes ela chega a se perguntar se as imagens se tratam de uma memória ou se são apenas delírios, truques de uma imaginação insana...
Uma floresta coberta pela neve. Uma grande árvore seca na qual sua mãe se escorava, incapaz de reagir. Respiração ofegante, de quem perdeu a batalha. Vestido branco manchado de sangue, sangue de vários, afinal sua mãe era uma guerreira, todas eram, todos eram, ela era. Ela é. A mulher à beira da morte tentava se levantar, apoiando-se nas raízes da árvore sobre a terra. Ela tentava levantar-se, mas seus olhos não enxergavam o homem que iria matá-la, seus olhos enxergavam a morte cavalgando naqueles olhos vazios do assassino, executor, olhos vazios, como os de uma caveira, impassíveis. Ele trespassou a espada no peito da mulher, sem flexionar um músculo em seu rosto; a mãe de Brigitte fechou os olhos para este mundo, apesar de abri-los com violência, em razão do verme de metal que devorara suas entranhas. O sangue escorria por sua boca, manchando o vestido branco, vermelho, branco, vermelho, vermelho, mármore, carmesim, rainha vermelha, rainha vermelha... tabuleiro mármore e carmesim...
Os humanos são muito suscetíveis aos próprios sentimentos. Tomemos a ira como exemplo. Quando encolerizado, o humano sente como se uma corrente elétrica circulasse por suas veias, percorrendo cada célula, o alimentando. Os olhos fixos, os batimentos cardíacos aceleram. Alguns gritam, outros simulam o silêncio da estática; outros, apenas sorriem. Mas não devíamos falar de eletricidade, não desta forma. Afinal, ela só será utilizada para alimentar os maquinários fabris daqui a uns dois séculos. Estamos na era do vapor, não o mesmo vapor que se condensa em gotículas de água nos vidros dos trens. Falo do vapor que se condensa em gotículas de sangue no ouro. Ouro de poucos, sangue de muitos, como sempre foi e sempre será.
A menina no trem chama-se Brigitte. Ela está viajando com apenas um propósito: vingança. Deseja vingar-se do homem que assassinou sua mãe, seu povo e destruiu seu lar. Talvez ela não amasse sua mãe, seu povo ou seu lar, mas isso a definia. Brigitte está confusa. Ela olha no fundo dos olhos do seu reflexo e não se reconhece, sente como se fosse o único ser de sua espécie a andar sobre a terra. Brigitte não tem ninguém além do seu nêmesis. Ele é o espelho estilhaçado onde ela enxerga a si mesmo todas as noites quando tenta dormir. Sempre a mesma lembrança, tão clara que às vezes ela chega a se perguntar se as imagens se tratam de uma memória ou se são apenas delírios, truques de uma imaginação insana...
Uma floresta coberta pela neve. Uma grande árvore seca na qual sua mãe se escorava, incapaz de reagir. Respiração ofegante, de quem perdeu a batalha. Vestido branco manchado de sangue, sangue de vários, afinal sua mãe era uma guerreira, todas eram, todos eram, ela era. Ela é. A mulher à beira da morte tentava se levantar, apoiando-se nas raízes da árvore sobre a terra. Ela tentava levantar-se, mas seus olhos não enxergavam o homem que iria matá-la, seus olhos enxergavam a morte cavalgando naqueles olhos vazios do assassino, executor, olhos vazios, como os de uma caveira, impassíveis. Ele trespassou a espada no peito da mulher, sem flexionar um músculo em seu rosto; a mãe de Brigitte fechou os olhos para este mundo, apesar de abri-los com violência, em razão do verme de metal que devorara suas entranhas. O sangue escorria por sua boca, manchando o vestido branco, vermelho, branco, vermelho, vermelho, mármore, carmesim, rainha vermelha, rainha vermelha... tabuleiro mármore e carmesim...
16.2.10
Adaga dos Sonhos da Morte e do Morto
Por
Bianca Caroline Schweitzer
Ele corria com um objeto na mão
Um objetivo no peito
E tatuagem nas costas
Uma marca dos três
Ao sorrir para o espelho
Ele riu por não conseguir
Derrotar o alien carmesim
E salvar o alvo dragão alvo
Ele chorou por
Não honrar nenhum dos três
Dos três amuletos e amigos
Amados e Amadas
O vilão morria
Com seus sonhos voando sobre seus olhos
Bem diante de si
O esqueleto, a capa e a foice
Que levou sua vida
E salvou a todos
Dele.
Com uma adaga
No último golpe
Do último suspiro de vida
Ele conjurou uma maldição
Ela dizer que, se o Bem
Derrubasse alguém sórdido como o demônio que vos amaldiçoa
Do altar do plano físico
E trouxesse paz aos inocentes e culpados
Jamais existiria felicidade plena na terra
Assim o homem imundo larga flácido a adaga
Jurando que seria eternamente infeliz
Para perpetuar sua própria maldição
Um objetivo no peito
E tatuagem nas costas
Uma marca dos três
Ao sorrir para o espelho
Ele riu por não conseguir
Derrotar o alien carmesim
E salvar o alvo dragão alvo
Ele chorou por
Não honrar nenhum dos três
Dos três amuletos e amigos
Amados e Amadas
O vilão morria
Com seus sonhos voando sobre seus olhos
Bem diante de si
O esqueleto, a capa e a foice
Que levou sua vida
E salvou a todos
Dele.
Com uma adaga
No último golpe
Do último suspiro de vida
Ele conjurou uma maldição
Ela dizer que, se o Bem
Derrubasse alguém sórdido como o demônio que vos amaldiçoa
Do altar do plano físico
E trouxesse paz aos inocentes e culpados
Jamais existiria felicidade plena na terra
Assim o homem imundo larga flácido a adaga
Jurando que seria eternamente infeliz
Para perpetuar sua própria maldição
9.2.10
Epitáfio Inevitável
Por
Bianca Caroline Schweitzer
Eles estavam se escorando entre si, apertados e ansiosos. Não sabiam o que viria, mas iriam esperar.
"Por quê? Vamos embora." sussurou alguém num tom melódico.
Outro agarrou a mão mais próxima e crispou a boca, o nariz gelado, simplesmente não respondeu. Ninguém ali iria fugir, ninguém iria se manifestar, esta era a resposta. Era isso, mas se alguém fosse... se alguém fosse iria negar a vida dos companheiros deixados ali, sem dúvida. Iria negar a morte, iria negar alma.
A fileira de garotos e garotas indiciava o destino, a decisão moribunda que fizeram. Aquela noite seria a última, no terreço, nas alturas. Uma noite fria nas alturas, encostando entre si as peles arrepiadas, tremulas, embora seguras, respirando o suor frio dos amigos.
Depois de suspirar o quanto podiam, depois dos sorrisos amarelos, depois de vários "É agora.", depois de olhar para a noite nublada acima tantas vezes, eles se soltaram de corpo e deixaram-os despencar, permanecendo com olhos fechados como se tivessem ido antes da queda.
Morreram.
Seria lindo se não fosse o final. Então aquilo nunca foi lindo, porque o final sempre esteve cravado na carne.
Mereceria aplausos se fosse feliz. E não era?
Eles não sabiam o que poderia acontecer depois daquele show, mas iriam esperar aquilo. Esperar algo acontecer.
Quando você olhar e interpretar os seus respectivos epifáfios irá ver escrito o passado deles em poucas palavras. Um passado resultando qualidades. Um fator. Quando você ler o seu epitáfio irá ver como ele sempre foi inevitável antes da morte. Não importa o quanto fuja, um passado sempre estará disposto a preenchê-lo.
"Por quê? Vamos embora." sussurou alguém num tom melódico.
Outro agarrou a mão mais próxima e crispou a boca, o nariz gelado, simplesmente não respondeu. Ninguém ali iria fugir, ninguém iria se manifestar, esta era a resposta. Era isso, mas se alguém fosse... se alguém fosse iria negar a vida dos companheiros deixados ali, sem dúvida. Iria negar a morte, iria negar alma.
A fileira de garotos e garotas indiciava o destino, a decisão moribunda que fizeram. Aquela noite seria a última, no terreço, nas alturas. Uma noite fria nas alturas, encostando entre si as peles arrepiadas, tremulas, embora seguras, respirando o suor frio dos amigos.
Depois de suspirar o quanto podiam, depois dos sorrisos amarelos, depois de vários "É agora.", depois de olhar para a noite nublada acima tantas vezes, eles se soltaram de corpo e deixaram-os despencar, permanecendo com olhos fechados como se tivessem ido antes da queda.
Morreram.
Seria lindo se não fosse o final. Então aquilo nunca foi lindo, porque o final sempre esteve cravado na carne.
Mereceria aplausos se fosse feliz. E não era?
Eles não sabiam o que poderia acontecer depois daquele show, mas iriam esperar aquilo. Esperar algo acontecer.
Quando você olhar e interpretar os seus respectivos epifáfios irá ver escrito o passado deles em poucas palavras. Um passado resultando qualidades. Um fator. Quando você ler o seu epitáfio irá ver como ele sempre foi inevitável antes da morte. Não importa o quanto fuja, um passado sempre estará disposto a preenchê-lo.
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